<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480</id><updated>2011-10-02T10:39:36.125-03:00</updated><category term='Trema'/><category term='imagens comentadas'/><title type='text'>PARA EU PARAR DE ME DOER</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-6000480315768661652</id><published>2011-10-02T10:35:00.003-03:00</published><updated>2011-10-02T10:39:36.137-03:00</updated><title type='text'>Germínea - A Bulha dos outros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt;font-family:Arial;color:#4D4B4B;background:white"&gt;- Por Elis Barbosa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt;font-family:Arial;color:#4D4B4B;background:white"&gt;Tinha um desassossego, uma obstaculosidade de dormir, era bom deitar, a cama em flor perfumada de limpo-clareza, o ventilador sacudindo as cortinas, fazendo seu som de mosquito gigante. Quando os viu formados, achou muito disparate o maestro dos mosquitos ser máquina e ter tamanho tão maior que os outros, mas sem questão de dúvida fazia-se o mais afinado. Fechar os olhos era bom na hora que fechava, formava uma respiração que esvaziava o corpo largado de músculos agradecidos, e diziam que fazia crescer. Pois ao cerrarem-se as celhas ouvia os aplausos ao dia que já há tempos anoitecera, voltando mesmo só pela miragem das horas passadas para agradecimento de artista. Depois era silêncio e brisa, quando vinha de longe um crescente falatório contumaz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt;font-family:Arial; color:#4D4B4B;background:white"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt;font-family:Arial;color:#4D4B4B;background:white"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;Daí se fazia suplício adormecer em meio àquela atrapalhação, uma bulha de gente que não se via, do entorno conhecia os acordes, todos os acompanhamentos, sabendo bem que a conversação fora dele não estava naquele mundo. Juntada a impaciência, pingando fadiga, fechando qual dormideira, arrastou-se ao quarto da mulher tomada por guardiã na demanda de que os fizesse calar, porquanto aos seus pedidos davam pelotas, pondo-se a falar ainda mais um pouco. A resposta da mulher foi dos primeiros enganos que tentaram impingir-lhe: não havia nada nem ninguém a sondar a noite com barulhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt; font-family:Arial;color:#4D4B4B;background:white"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;A noite tinha barulhos como o dia ponto final&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt; font-family:Arial;color:#4D4B4B;background:white"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;Esbugalhando-se insistiu nas evidências com a mão diminuta atrás da orelha de concha, ouve só, ouve? Nada, a mulher de olhos semicerrados sacudiu insana o gesto de quem ouvia um nada bem oco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt; font-family:Arial;color:#4D4B4B;background:white"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;Acontece que ninguém ali versava do saber dessas contrariedades, ninguém atinava de ser primário para conhecer as conversas de outro mundo mais que ouvir, carecia auscultar. Tanto insistiu contra o absurdo constituído pela negação de fatos, que o homem duro, cujas aparições eram festejadas por demanda da mulher-guardiã, tomou para si o fardo daquele corpo e acolheu-o protetor em seu próprio abandono sonolento. Ele cheirava a mato e café, cujo sabor pressentia apenas, uma vez ser tabu sua ingestão por pessoas pequenas, tal qual o fruto do jardim de uma história que ouvia como a origem do mundo. O corpo peludo guardava um calor que não achava em mais ninguém e sua respiração era tão possante que parecia um vento só dele. Talvez fosse mesmo, ele sendo tão grande, tão forte e tão poderoso, talvez tivesse autorização de carregar um pedaço de vento consigo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span id="fullpost"&gt;Tanto de tudo num homem unitário causava um querer espantoso, um assombro exclamativo, uma curiosidade admirada. Contidos naqueles músculos que sobressaltavam o couro quando de movimentos severos, havia a sonoridade de uma voz inconstante entre trovoadas e gorjeios, havia o domínio das alturas dos coqueiros, a mágica de levitar outros, e a exclusividade do poder sobre o fogo. Ele, mais nenhuma pessoa, podia tomar do chocalho frio de onde se faziam nascer as labaredas incandescentes, e atear fogo às folhas mortas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.5pt;font-family:Arial;color:#4D4B4B;background:white"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-6000480315768661652?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/6000480315768661652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2011/10/germinea-bulha-dos-outros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6000480315768661652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6000480315768661652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2011/10/germinea-bulha-dos-outros.html' title='Germínea - A Bulha dos outros'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-6489172804515393489</id><published>2011-09-27T10:54:00.003-03:00</published><updated>2011-09-27T11:02:40.029-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trema'/><title type='text'>Germínea</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:150%;font-family:Arial;background:white"&gt;- Por Elis Barbosa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:150%;font-family:Arial;background:white"&gt;Pessoa muito miúda, chegara fazia pouco, e andava achando tudo muito grande, muito forte, infinito. Pousara num lugar aprazível, bastante verde, cheio de outras vidas, bem natural. Cuidando havia uma moça jovem, quase tão criança quanto, muito linda e toda intensa. Como não havia tempo para se gastar à toa, logo chegariam outros para lhe acompanharem pela vida inteira, seriam mais miúdos ainda num primeiro momento. Isso de fazer parte de um grupo, assim, tão visceralmente, dava ao entorno uma estrutura de multidão que se pertencia, de trilha a ser construída, por onde se poderia fazer, só com o olhar, o trajeto de volta para o que chamavam casa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:150%;font-family:Arial;background:white"&gt;Tudo parece incrível, não negaria, nem saberia fazê-lo, isso de negar-se viria depois, com as interferências corruptíveis do que chamam meio. Isso do meio como um lugar achava já bem interessante, de consistência flexível tem de um tudo lá dentro, sendo sempre possível escolher para onde, a partir dali, encaminhar as energias. Decerto não se podia descansar no meio, posto que ficava sempre movimentado com o vir a ser do que passava por ali.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:150%;font-family:Arial;background:white"&gt;As cores e texturas impressionavam sobremaneira, havia no quintal da casa uma grande extensão de terra sempre fresca, mesmo com o sol amarelíssimo estalando contra o pano azul claro estendido para o dia. Era vermelha de vários jeitos, e podia ser maciça ou arenosa, dependia do lugar cavado. Quando primeiro conheceu a terra teve um susto, era preta por cima e colorida por dentro (não há por baixo em se tratando de terra, como também não há por fora, tudo que mora aqui está, invariavelmente, ligado a ela, mesmo quando voam!), marcou a impressão dessa surpresa com o arquear das sobrancelhas escuras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; line-height: 22px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Tinha também a água, cujo sabor era diferente de tudo, especial, só dela. Podia ser ingerida fria ou fresca, se quente carecia de outros elementos flavorizantes que a transformassem em algo diferente, não seria mais água. A possibilidade de imersão nela gerava imenso prazer ao corpo, uma malemolência desperta, e a forte impressão de se ter estado ali antes. A água quente, caudalosamente escorrendo pelo corpo parecia abraço molhado, se fresca parecia algo que ainda não tinha nome, manifestado por um frio que subia da pelve para o estômago, mas não havia ali mistério ou surpresa, só prazer, a água tem um caráter muito transparente. Salvo quando juntada num monte, em buracos cavados por ela mesma na terra, aí sim pode ser que fique secreta  como um baú translúcido, como quando se sabe do que se tem vontade, mas ainda não se está pronto pra dizer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; line-height: 22px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:150%;font-family:Arial;background:white"&gt;Quando o vento passa seus dedos pela superfície de águas assim gira lá dentro uma respiração presa, acendendo-lhe os sentidos, parece que vão falar e falam, mas o marulhar é uma língua desconhecida. Foi daí que começou a achar isso do vento das coisas mais misteriosa de todas que tinha sentido até então. O vento fazia todo mundo falar, as árvores grandes falavam pouco, e só se fortemente provocadas, o bambuzal dançava elegante, fácil, e os arbutos sempre assentiam. Jamais saberia do tanto de que falavam, mas que falavam isso era garantido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:150%;font-family:Arial;background:white"&gt;Recheado, o mundo era recheado de coisas, e essas em sua maioria tinham nomes que aprendia com  prazer igual ao de tomar achocolatado quente. Entre tantos nomes havia também o seu, sabia já que os nomes serviam ao propósito de chamarem a tudo quanto existe por palavras, que são sons com significados a gerar sentidos diversos, o tipo da coisa quase tão enigmática quanto o vento, deixando de alcançá-lo em liberdade por morar na boca das gentes. Isso o vento não admite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:150%;font-family:Arial;background:white"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:150%;font-family:Arial;background:white"&gt;A opulência de ter tudo assim, girando em torno de si naquela ciranda nem sempre divertida, requeria a maior atenção. Os sabores dos alimentos, por exemplo, foram a maior novidade, consumiram muita surpresa. Os cheiros das coisas correspondendo, via de regra, ao que a boca sentia. Bonito esse entendimento, o nariz apresenta e a boca cumprimenta experimentando, dissolvendo sólidos, geradoras de energia e prazer. Todavia, nem tudo é bom de comer, ficou sabendo logo, há coisas que não se pode chamar ruim, mas causam arrepios. Toda fruta é surpresa para sempre, pode tanto estar doce quanto azeda. Inconstância desse tamanho não era coisa fácil de entender, a mente miúda estranha antes de perguntar “por que?”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:150%;font-family:Arial;background:white"&gt;Sendo assim, a preferência fica com os alimentos processados, temperados, quentes, de onde era possível tocar uma margem de certeza quanto ao sabor que esperar. Sabia também de onde vinham, como eram antes, como ficavam depois, tudo nascido das mãos macias, mornas da cozinha. Lá morava um fogo nascido em miniatura do fogão, força assustadoramente poderosa assim dominada causava estranhamento e fascinação. O vento é que jamais admitiria uma coisa dessas, o ventilador, por exemplo, tem esse nome de inveja de não conseguir ter o vento em si, nem movimentá-lo, faz no máximo um soprinho à toa com o ar que fica por ali, meio perdido sem o vento, mais nada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:150%;font-family:Arial;background:white"&gt;O fogo do fogão é azul, enquanto o fogo das folhas secas é vermelho, notara encantada e entendeu que é desse jeito pelo fogo, mesmo dominado, não se render fácil, fica só menos lindo quando preso naquela boquinha apertada e feia que tem o fogão. Sorria e assentia de leve com a cabeça ao passar por qualquer fogueira, com o fogo se entendia e entretinha deslumbrada. Veja, o fogo além de quente e lindo tem som, modifica o que toca de modo absolutamente irremediável, para bem ou para mal, tornando necessárias as transformações. As outras grandezas também guardam o poder de vida e morte sobre os viventes, mas que só se pode ver diante de acontecimentos muito enormes, dos quais ainda não tinha conhecimento, o fogo não, sempre que aceso deixa claro a que veio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;line-height:150%;font-family:Arial;background:white"&gt;Desde que chegara aprendia novidades, dentro da miudeza do corpo moravam duas forças complementares, a saciedade contente e a angústia latente, a segunda, em sua infinita curiosidade, sempre sacudindo a primeira. Tantas eram as coisas por se descobrir que mal podia dormir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-6489172804515393489?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/6489172804515393489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2011/09/germinea.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6489172804515393489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6489172804515393489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2011/09/germinea.html' title='Germínea'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-2570268269083019232</id><published>2010-11-24T18:12:00.007-02:00</published><updated>2010-11-26T11:08:57.232-02:00</updated><title type='text'>As Muitas Casas da Palavra</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Queridos Visitantes,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Apenas lembrando que a demora na atualização desse espaço se deve à dedicação de suas autoras a outros projetos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Elis Barbosa assina os textos de seu espaço &lt;a href="http://sejacomoforqueseja.blogspot.com/"&gt;SEJA COMO FOR&lt;/a&gt;, e profere &lt;a href="http://www.tremaliteratura.com/"&gt;CALÚNIAS&lt;/a&gt;, quinzenalmente, nos sábados do Blog Literário TremaLiteratura.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Roberta Mendes mantém sua &lt;a href="http://www.palavraemfuga.com/"&gt;PALAVRA EM FUGA&lt;/a&gt;, passando, em breve, a verter suas impressões &lt;a href="http://www.tremaliteratura.com/"&gt;DESDE OS OLHOS&lt;/a&gt;, no TremaLiteratura.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Quem tiver gostado daqui, certamente se sentirá em casa nos demais endereços. Sintam-se sempre bem-vindos nas muitas casas de nossas palavras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Roberta Mendes e Elis Barbosa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-2570268269083019232?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/2570268269083019232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2010/11/as-muitas-casas-da-palavra.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/2570268269083019232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/2570268269083019232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2010/11/as-muitas-casas-da-palavra.html' title='As Muitas Casas da Palavra'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-210888504805691040</id><published>2010-07-20T00:06:00.007-03:00</published><updated>2010-07-20T00:29:03.974-03:00</updated><title type='text'>O Nome Próprio - Parte I</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha o hábito de comprar o jornal, mas, naquela manhã de estio, que restaurava em sua plenitude as cores da cidade, ela queria se conectar com os outros, pertencer ao mundo, saber dele como de algo que a implicasse, como um herdeiro que tomasse pé dos negócios na fazenda herdada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo em si não lhe interessou, é verdade. Tampouco a seção de economia. Ademais, parece-lhe que as manchetes têm um tom hostil, ultimamente, em que bem se pode sentir o humor dos redatores, azedando-se, por se verem mensageiros de tantas más notícias, quando o sol que fazia a predispunha a algo tão diverso! Estava propensa ao descompromissado divertimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos classificados! ─ propôs-se como num jogo, olhando a praia de relance que se lhe escorria pela vidraça do ônibus, no Aterro. Sempre ouvira dizer que há nos classificados as mais esdrúxulas ofertas! E era já com recobrado entusiasmo que examinava o tabuleiro quadriculado de anúncios, detendo-se em um e outro como quem experimenta a textura exótica de uma fruta na feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de ser assim com todos, mas a verdade é que, sempre que lê alguma coisa, o faz emprestando à leitura a voz do respectivo personagem ou do narrador correspondente. Não é assim quando se lê mensagem de pessoa querida? O pensamento a recita dentro da mente, com a fidedigna inflexão do remetente. Sendo tantos os anúncios e tão vários os objetos ofertados, tinha, em pouco, a algazarra do camelódromo na cabeça, a ensurdecedora ladainha do consumo, disputando-lhe em decibéis a atenção impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco atordoada, cogitou que se fechasse o periódico como dois intransponíveis portões, restabeleceria em si o silêncio, distanciando-se do mercado de palavras, tanto é que instintivamente alçou um gesto antigo de fechar o jornal, que consiste em, primeiramente, estendê-lo pelas extremidades, sacudindo-o com três curtos e firmes trancos, para refazer-lhe a dobra do meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso de estendê-lo é que descortinou sob o polegar impaciente o intrigante gênero de comércio: vende-se nome. Não nomes. Era assim mesmo, no singular. O que já descartava a primeira hipótese que lhe ocorrera de ser, talvez, um serviço de viés esotérico de desenvolvimento customizado de nomes, segundo os rigores da numerologia, para favorecer, aos que acreditam, o endereçamento das bênçãos astrais em prol dos propósitos de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Alô? ─ ligou para o número indicado, por espírito investigativo.&lt;br /&gt;─ Sim?&lt;br /&gt;─ É sobre o anúncio da venda do nome... É o senhor mesmo que é o responsável?&lt;br /&gt;─ Eu mesmo.&lt;br /&gt;─ Pois eu queria maiores informações. Como é que funciona isso? O senhor inventou um nome (aspeou o ar com a mão livre) e quer vender, é isso? ─ A voz traiu-lhe o personagem, galhofeira.&lt;br /&gt;─ Não, não. (respondeu sério). Pelo contrário. O nome é o meu mesmo.&lt;br /&gt;─ Mas como “pelo contrário”?&lt;br /&gt;─ É que não inventei nada. Deram-me o nome. Nunca me serviu. Resolvi passar adiante.&lt;br /&gt;─ Então, se nem é um bom nome...&lt;br /&gt;─ Eu não disse isso, senhora. É um nome que tem uma boa apresentação, está em excelente estado, preservou-o o pouco uso...&lt;br /&gt;─ Mas então...?&lt;br /&gt;─ Afinal, a senhora se interessa? ─ disse enérgico.&lt;br /&gt;─ Veja bem, é que ainda não entendi muito bem a finalidade de comprar um nome, só isso.&lt;br /&gt;─ Ora, senhora, se nem mesmo a senhora sabe o que quer de um nome, acho que essa conversa não vai nos levar a lugar nenhum. Passar bem, sim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligou. O corte súbito da conversa acendeu nela uma terrível sensação de urgência, mesmo porque estava agora mortalmente enredada na teia da curiosidade. Ligou de novo. Ocupado. Mais uma vez. Ocupado. E se comprassem o nome antes dela? Sentiu-se usurpada, dessa usurpação doída e sem sentido de coisa que não se possui, como quando a administradora de imóveis comunica que aquele apartamento de que se gostou muito já foi alugado para outro interessado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Vamos, atenda! ─ Suplicou mentalmente. Agora chamava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Sim?&lt;br /&gt;─ Alô, ai graças a De..quer dizer, o senhor me desculpe, eu não queria tê-lo aborrecido.&lt;br /&gt;─ Ah, é a senhora.&lt;br /&gt;─ Eu não quis ser impertinente (ela nunca queria ser impertinente)...é só que...Bom, vamos ser mais objetivos: e se eu comprar o nome e...e...fizer muito sucesso com ele? Que garantia eu vou ter de que o senhor não apareceria para...para ocupá-lo de novo? E se...e se eu cometesse um crime com ele?&lt;br /&gt;─ Bem, me parece óbvio, o nome seria seu, não é? A senhora poderia fazer dele o que quisesse. Eu jamais iria recobrá-lo.&lt;br /&gt;─ Mas e se... e se eu precisasse, por hipótese, que o senhor aparecesse em algum lugar para, sei lá, representar o nome, o senhor pod...&lt;br /&gt;─ Minha senhora, repito, o que está à venda é um nome, não um rosto. Tampouco trata-se aqui de um comércio de Identidade. Uma vez vendido este nome, eu não poderei jamais representá-lo de novo, nem ele a mim.&lt;br /&gt;─ E como faço com o pagamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas e uma pequena fortuna depois, via-se, um tanto perplexa, em casa, com o papel dobrado, contendo dentro o nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;─ Mas como é que eu...?! Papel mais sem solenidade ─ esbravejou. Uma folha de ofício branca, com um nome no centro. Bem no centro. (Pensando bem, havia uma certa solenidade...). E o que diabos eu vou agora fazer com isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por esse impulso mesmo de dar uma utilidade, nem que seja meramente decorativa, a uma coisa que se compra sem necessidade, levantou-se resoluta na manhã seguinte a estrear o nome. Que, por conveniência, era, por assim dizer, unissex.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao passar na recepção de seu prédio, o porteiro chamou-a por seu nome antigo. Ela, já adiantada em distância, fez, sorrindo consigo mesma, esforço para não se voltar. Tinha início a brincadeira!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-210888504805691040?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/210888504805691040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2010/07/o-nome-proprio-parte-i.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/210888504805691040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/210888504805691040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2010/07/o-nome-proprio-parte-i.html' title='O Nome Próprio - Parte I'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-7475764364487995238</id><published>2010-07-12T00:20:00.004-03:00</published><updated>2010-07-20T00:30:59.316-03:00</updated><title type='text'>Nine</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/TDqKF-6nurI/AAAAAAAAAFc/rZAULWAeWl4/s1600/nine_5.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt; 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font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Quando o filme acabou, tive um impulso de palmas, a que não cedi apenas por tê-lo assistido em casa, sábado à noite, faltando-me álibi para tão solitária catarse. O filme termina em um círculo perfeito: começando. O homem, trazendo a si mesmo ao colo, recrutando o menino interior para ajudá-lo a fazer seu agora difícil dever de gente grande: criar.  (Quando é mesmo que tudo se torna uma obrigação?) &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O menino é nele o que imagina. Ele: o que viveu. Palco de mulheres, mas será mesmo protagonizado por elas? Sabe-se ao certo apenas que as dirige. Mulheres-esquetes, às quais empresta a câmera do olhar. Por isso o filme é, todo ele, pespontado por um fio teso de desejo. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;É por meio do desejo que se apropria delas, fitando-as, despindo-as, vestindo-as com fetiches de curvas, trejeitos, movimentos sinuosos. Impossível vê-las sem desejá-las. Desejar sê-las! Rica fauna de idades e estampas: maduras, louras, jovens, pálidas, morenas, brancas, cacheadas, despenteadas, cabelo em coque, de olhos azuis, negros, castanhos, doces, ardentes, travessos, fugidios, mulheres consumidas, idealizadas: musas. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Cobiço, através delas, o diretor que soubesse tirar também de mim o desempenho perfeito, que me vestisse de espartilhos, brilhos, que me esculpisse a silhueta em contraluz e me jogasse, enciumado e conivente, num mar de braços de outros homens, concedendo-me, ao menos, a forra irascível e despeitada pelo papel secundário em que me mantivera sua pouca imaginação de mim. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O homem e seus andaimes de coisa em construção, ocupado demais em criar-se. As mulheres, coadjuvando-o. Intrigando-o. Inspirando-o. Disputando nele o interesse do olhar, que as define. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Cuidado! Insidioso e sedutor, este filme manipula sensações e sabe exatamente aonde quer chegar: esquadrinha sem pudores o decote descuidado de uma alma, provocando emoções delicadas e insights,  por vezes, perturbadores... &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-7475764364487995238?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/7475764364487995238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2010/07/nine_12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/7475764364487995238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/7475764364487995238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2010/07/nine_12.html' title='Nine'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/TDqKF-6nurI/AAAAAAAAAFc/rZAULWAeWl4/s72-c/nine_5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-757868081108271462</id><published>2010-04-26T21:07:00.001-03:00</published><updated>2010-04-26T21:18:44.638-03:00</updated><title type='text'>História de Verão – Parte II</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_roIxafo4W4w/RlRWWUOR2tI/AAAAAAAABJs/yu_w-ocDD6c/s400/ventania.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 345px; FLOAT: left; HEIGHT: 232px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_roIxafo4W4w/RlRWWUOR2tI/AAAAAAAABJs/yu_w-ocDD6c/s400/ventania.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atônita, consumia com olhos de buraco negro aquela imagem que a sacudia por dentro. O coração pulando na garganta, por onde não passava cisco de ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominava o animal sem submetê-lo, montava-a sem nada em que se segurar?! Atordoada, admirou-se, indignou-se eufórica e sem saber o que fazer com as mãos deu a direita para a esquerda segurar. Virou-se olhando o chão, olhos apertados. Tudo um repente só, tudo espremido por dentro. Confusa, ofegante, decidiu que não gostava dele. E ouviu um assobio suave e a voz, incerta ainda, do menino acalmando o animal que receberia em seguida os freios na boca e a sela no lombo. Aproximou-se instintivamente, recuou sem saber o motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino fazia seu trabalho tranquilamente, não dava por conta do que se passava. Sentiu-se nada. Ele era, ela nada. Doeu a barriga. Saiu correndo de volta para a casa, sem olhar para trás, de volta para o avô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tô com sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendido o copo pela mão na qual sabia poder confiar, tomou-o, suado, e bebeu como se ali estivesse contido tudo, elixir, esquecimento, descanso, algo que a trouxesse para onde havia estado fazia tão pouco. Era tanta a pressa de viver que a boca não deu conta e escorreu-lhe água pelo queixo miúdo. Viu o sorriso do avô, limpou-se com as costas da mão, devolvendo o afago de sorriso ao velho que a olhava com cara de quem olha algo conhecido de longuíssima data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltava agora escoltada e feliz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ventava como há muito não acontecia, a natureza descabelava-se liberta, nada no lugar. Mudava a estação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Elis Barbosa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-757868081108271462?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/757868081108271462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2010/04/historia-de-verao-parte-ii.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/757868081108271462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/757868081108271462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2010/04/historia-de-verao-parte-ii.html' title='História de Verão – Parte II'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_roIxafo4W4w/RlRWWUOR2tI/AAAAAAAABJs/yu_w-ocDD6c/s72-c/ventania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-4213558971560392859</id><published>2009-09-04T00:27:00.007-03:00</published><updated>2009-09-05T11:28:05.084-03:00</updated><title type='text'>Historia de Verão - Parte I</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xsUlKeTTMVA/SJBLxz3a7dI/AAAAAAAAATM/LTbZ2Nt4nlU/s320/A_MENINA_E_O_SEU_C%C3%83%E2%80%B0U_COLORIDO%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xsUlKeTTMVA/SJBLxz3a7dI/AAAAAAAAATM/LTbZ2Nt4nlU/s320/A_MENINA_E_O_SEU_C%C3%83%E2%80%B0U_COLORIDO%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Por Elis Barbosa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Guarda que era ainda uma menina quando passava alguns preciosos dias de suas eternas férias de verão no sítio do avô amado. Aqueles dias quentes, acompanhados de brisa boa, nascida das copas das diversas árvores que sombreavam o mundo, eram de conforto, pois que podia ter a liberdade que quisesse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Moravam no sítio vacas e seus bezerros, éguas de montaria (mas nem todas), galinhas com seus pintinhos, um ou outro peru que, ao som dos assobios recém aprendidos, respondiam à menina que achava muita graça daquilo. Havia ali também variedade de plantas, algumas de comer, outras de enfeitar, sendo que sua favorita era a erva de capim-limão porque, a despeito do calor, faziam chá todas as tardes, seu avô e ela. Era o momento que tinham. Colhiam a erva cortante, lavavam, dobravam com facilidade aquelas folhas estranhas, que punham dentro da chaleira enorme para tomarem dela a essência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O leite, o queijo, a salada, os temperos, as frutas, vinham daquelas mãos ásperas e fortes do homem que serviria de medida, sem que ela ainda o soubesse, para os outros que viriam. Este era mais forte que o pai, tinha consigo, dada pela própria natureza, a primitiva força da terra que já a emocionava, era mais sábio que o pai, era o avô.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cedo pela manhã, já pronta para acompanhá-lo na soltura do gado, entretinha-se enquanto escolhia sua vara, quando viu chegar o desconhecido, era quem de costume ajudava seu avô com as tarefas matinais, mas disso não o sabia. Chegava com um chapéu de couro na cabeça, munido já de sua própria vara, e deu nela uma vontade de ficar olhando e uma vergonha de sorrir. Era ainda menina quando, pela primeira vez sentiu o coração mudar seu ritmo diante da imagem de outrem, de um jeito que não tinha acontecido antes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Seu Tito tá? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dirigiu-se o menino a ela, sem deixar que se recobrasse. Chamou o avô e descobriu que aquele um haveria de aparecer por lá mais vezes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Divididas as tarefas, encaminharam-se ela e seu avô, para a soltura do gado, enquanto o menino ficava, muito à vontade por ali, com outros afazeres. Reparou que era ágil, que falava pouco, que tinha intimidade com o sítio, com o avô. Sentia uma mistura estranha se fazendo dentro dela: ciúmes, vontade de rir, um frio na barriga, um quente nas faces, e uma leve taquicardia.Enquanto seguiam o caminho de volta pediu para montar a égua e podia, hoje podia. Eufórica, correu para casa a fim de tomar um pouco de água enquanto o avô preparava a montaria. Mas qual não foi o susto, quando se deparou com a imagem do menino, trazendo para ela a égua, montado nela, sem sela, em pêlo. Teve, sem o saber, seu primeiro pressagio de mulher, que ainda não o era, teve certeza de que aquela imagem jamais a abandonaria. Parara de respirar e sentia a mesma alquimia percorrer-lhe o corpo. Uma vez mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-4213558971560392859?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/4213558971560392859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/09/historia-de-veao-parte-i.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/4213558971560392859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/4213558971560392859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/09/historia-de-veao-parte-i.html' title='Historia de Verão - Parte I'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xsUlKeTTMVA/SJBLxz3a7dI/AAAAAAAAATM/LTbZ2Nt4nlU/s72-c/A_MENINA_E_O_SEU_C%C3%83%E2%80%B0U_COLORIDO%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-344010166313815200</id><published>2009-08-30T20:35:00.005-03:00</published><updated>2009-08-30T21:58:42.074-03:00</updated><title type='text'>Tarde em Olinda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SpsaT_Ke6JI/AAAAAAAAAFE/cBswdGOzIFY/s1600-h/homem+mulher+dan%C3%A7ando.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 319px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SpsaT_Ke6JI/AAAAAAAAAFE/cBswdGOzIFY/s320/homem+mulher+dan%C3%A7ando.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375919510872058002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  style="border: medium none ; padding: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;- Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="border: medium none ; padding: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Chegando em Olinda ruas cantantes a oferecer tapioca e capoeira meu Deus tanto aroma tantos timbres tanta cor. Irrompe a alfaia. O coração, em prontidão, dispara.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="border: medium none ; padding: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Estou alerta, alerta, como se tivesse acordado-entontecido em meio a um grande perigo. É o Maracatu!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="border: medium none ; padding: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Sofro da ascendência inescapável de seus tambores e danço, demônio ágil, faces em fogo, lábios de sangüíneo carmim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="border: medium none ; padding: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O tocador me espreita. Sou um bicho que caminha excessivamente perto, eriçando-lhe os pêlos. Seus olhos me fixam e instigam instintos de predação. Medimo-nos sem pressa, serpente e encantador. Mortal minha languidez. Mortal sua atenção. Só um homem sabe fitar assim, maciçamente.  Autoritariamente. Como a anunciar: és minha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="border: medium none ; padding: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Não nos interessa o embate. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;A tensão mesma nos basta. Cortejamos a latência, a energia em suspensão. Tudo gira em vertiginosa ciranda. Só nossos olhos imóveis, numa intrigante ausência de velocidade, eixo em torno de que gira a ciranda Olinda gira a cidade de mãos dadas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-344010166313815200?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/344010166313815200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/08/tarde-em-olinda.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/344010166313815200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/344010166313815200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/08/tarde-em-olinda.html' title='Tarde em Olinda'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SpsaT_Ke6JI/AAAAAAAAAFE/cBswdGOzIFY/s72-c/homem+mulher+dan%C3%A7ando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-8488077005951149682</id><published>2009-08-13T21:58:00.017-03:00</published><updated>2009-08-18T12:26:07.568-03:00</updated><title type='text'>Selo Blog de Ouro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:black;"&gt;Deve-se ao amigo em letras Flávio Corrêa de Mello a mais que generosa indicação de nosso modesto espaço ao selo de Blog de Ouro. Imaginem nosso espanto, na igual proporção de nosso contentamento. E lembrarmos de como era bom ter as lições condecoradas de estrelas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda por cima, o jogo é daqueles de que mais gostamos: brincadeira de passar adiante! Se anel ou palavra, reinventada ao passar, ao selo que sela admirações mútuas, tudo tem o gosto das coisas compartilhadas. Corrente assim não se quebra! Depois de muito soprar os dados entre as mãos brincadeiras, lançamos, Elis e eu, as pedras da amarelinha, que marcaram as seguintes casas para o percurso do leitor:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 12pt; TEXT-ALIGN: justifyfont-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;=&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.onzepalavras.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O N Z E P A L A V R A S&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;: espaço desenvolvido por Ana Karina Bucciarelli, que, ao mesmo tempo, se revelou e se descobriu no próprio blog enquanto Autora. E, ainda por cima, de excelentes textos, marcados por uma linguagem extremamente poética e delicada. Outro ponto forte do espaço é o diálogo perfeito entre os textos e as ilustrações que lhe acompanham, potencializando a força imagística de suas metáforas precisas.&lt;?xml:namespace prefix = u2 /&gt;&lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;=&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://butecodoedu.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;BUTECO DO EDU&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;: blog de um excelente contador de histórias. Edu é, enquanto narrador, o maior personagem de si mesmo, com seu humor ácido e sua ironia desconcertante. Seus textos, geralmente longos, são tão deliciosamente fluentes que conduzem o leitor, com leveza, até a última linha. &lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;=&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://didoneante.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;DIDONEANTE&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;: em contraste com o universo extremamente masculino do Buteco do Edu, temos a escrita feminina, mas não menos vigorosa, da Débora Poulain.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;=&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://colecionadordepedras.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O COLECIONADOR DE PEDRAS&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;: espaço onde o escritor e poeta Sérgio Vaz conta, com imagens contundente, sobre suas vivências de periférico, de engajamento literário, de dentro de uma São Paulo revelada a partir da COOPERIFA, em realidade humana. A qualidade literária e as possibilidades infinitas de impressões que o texto do poeta deixam emociona, reclamando reflexão, sensibilidade e entrega.&lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Outros dois blogs que indicaríamos, quais sejam o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tremaliteratura.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;TREMA LITERATURA&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; (diversos autores) e o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/%3Ca%20href="&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;RIO MOVEDIÇO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; (do próprio Flavio Corrêa de Mello), cuja fluência literária se antevê pelo próprio título do blog, já foram, como não poderiam ter deixado de ser, indicados por outros de seus seguidores-admiradores, o que apenas comprova, pela justa profusão de indicações, a qualidade da literatura ali encontrada, que nos cativa a todos, tornando-nos seus fiéis leitores. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao indicarmos quem nos indicou, fechou-se o círculo de uma brincadeira nova: o amigo-público! Ou seria a roda da ciranda de palavra em que giramos todos de mãos dadas e olhos correntes uns sobre as páginas dos outros? Que a brincadeira continue sempre!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Conosco agora não tá!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-8488077005951149682?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/8488077005951149682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/08/selo-blog-de-ouro.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/8488077005951149682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/8488077005951149682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/08/selo-blog-de-ouro.html' title='Selo Blog de Ouro'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-8338736446793749277</id><published>2009-08-10T18:12:00.007-03:00</published><updated>2009-08-10T18:55:12.465-03:00</updated><title type='text'>Apresento-lhes...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SoCVPSi0uTI/AAAAAAAAAE8/fXMP0DOe_tA/s1600-h/Barco+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 291px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SoCVPSi0uTI/AAAAAAAAAE8/fXMP0DOe_tA/s320/Barco+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368454845734107442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;...a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.palavraemfuga.com/"&gt;PALAVRA EM FUGA&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, um novo espaço de criações autorais, surgido do encorajamento de amigos que me fazem coro à voz interior, convidando-a a expressar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço, especialmente, à Elis, por ter tomado a iniciativa precursora, PARA EU PARAR DE ME DOER, pela delicadeza de saber que o primeiro passo sai-nos sempre mais fácil se temos o amparo de uma mão amiga que se une à nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que ninguém imagine que o novo projeto foi em alguma coisa diferente, pois ele tem dez dedos e &lt;a href="http://www.onzepalavras.com/"&gt;O N Z E P A L A V R A S&lt;/a&gt; desta outra amiga-irmã, a Ana Karina Bucciarelli, que tanto nos tem inspirado a seguir o chamado das letras, através da riqueza de seus textos e de seu entusiasmo pelo aprendizado do fazer literário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica então o convite para seguirem-me a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.palavraemfuga.com/"&gt;PALAVRA EM FUGA&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, no que ela consiga ir capturando pelo caminho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços da&lt;br /&gt;Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-8338736446793749277?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/8338736446793749277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/08/apresento-lhes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/8338736446793749277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/8338736446793749277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/08/apresento-lhes.html' title='Apresento-lhes...'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SoCVPSi0uTI/AAAAAAAAAE8/fXMP0DOe_tA/s72-c/Barco+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-6415289724536058616</id><published>2009-08-04T22:38:00.005-03:00</published><updated>2009-08-09T21:22:40.140-03:00</updated><title type='text'>Ciclos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JQzFap0iEmg/ScsggPpcFxI/AAAAAAAABi0/hjjwfxGU43Y/s400/DSC01278+(Large).JPG"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 319px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JQzFap0iEmg/ScsggPpcFxI/AAAAAAAABi0/hjjwfxGU43Y/s400/DSC01278+(Large).JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://static.tipos.com.br/media/307/20090417-neve_primavera-copia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Por Elis Barbosa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fora do território nacional, a muita distância do seio morno da mãe tropical fazia-a flor saudosa e murcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o banzo. O banzo de quem se via escravo dos seus dias primeiros, apegada feito trepadeira que se alimenta da seiva do mundo real que lhe vira abrir os olhos, banzo de quem partiu sabendo no íntimo que não haveria de ser nada, nem ninguém, em lugar onde não se bate o tambor para fazer vibrar o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram passados meses de frio fino e forte, pontiagudo, de fazer sangrar os lábios tão mais acostumados ao sal do mar que ao amargor daquele frio calante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca dantes a natureza havia parecido aos olhos tão plástica... era um mundo todo de mármore, em matizes de cinza e branco. Frio e estranho, cujo silêncio era interrompido, de quando em vez, por um assovio do outro mundo, trazido pelo vento de fazer chorar. Era tudo de uma placidez rascante donde não se podia esperar mais... nada! Até as cores já tinham ido todas com a despedida das folhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vazio oco que se apoderava de tudo servia-se de sua alma, tomando-a de naco em naco, um pouco mais, e mais um pouco, deixando-lhe já quase que sem palavras, e a ausência das palavras seria seu fim mais definitivo. Frio cinza de silêncio molhado. Olhos apagados, sem mais doçuras, corpo tapado, sem mais loucuras! Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agonizando naquele infinito alheamento voluntário, pois que viver parecia ter esgotado suas possibilidades, olhava o nada à sua volta, espremendo no peito o último desejo autêntico de vida que cismava em esvair-se, animando a esperança que insistia em desmaiar. Era já quase uma resignada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando então, aconteceu... horas e horas daquele observar vazio revelou, abrupto feito tapa, uma possibilidade. Será? Apertou os olhos de noite, buscando o foco do que já era míope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu a presença da Mãe, acolhendo e aquecendo mesmo sem abraçar. Pensou que era confirmação, sentiu crescer o medo enorme de tudo não passar de ilusão, gemeu baixinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigindo então, àquela que era a origem do mundo, o olhar suplicante por respostas, fitou-lhe ansiosa. Olha filha, olha só, está vendo? Seguiu o dedo amoroso que apontava justamente para a ilusão que lhe acudia as preces, estremeceu. Olhou para a Mãe que já tinha no rosto o sorriso da certeza, olhou para o chão e viu, e viu que ela viu também! Lá estava, era real, era a terra desenterrando-se de ausência, abrindo-se toda para o sol que haveria de já estar voltando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não disse a você que a primavera chegava? Hein? Eu não disse? Chegou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era um tufo de grama, era a vida voltando! E para ter certeza de que tudo correria da melhor maneira possível, resolveu então, regar o mundo com a lágrima derradeira, que marcaria o início de seu regresso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-6415289724536058616?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/6415289724536058616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/08/ciclos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6415289724536058616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6415289724536058616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/08/ciclos.html' title='Ciclos'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JQzFap0iEmg/ScsggPpcFxI/AAAAAAAABi0/hjjwfxGU43Y/s72-c/DSC01278+(Large).JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-204868835429967136</id><published>2009-07-31T22:59:00.004-03:00</published><updated>2009-07-31T23:13:08.818-03:00</updated><title type='text'>PINDORAMA - A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS SETE ANÕES</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SnOkSppRsCI/AAAAAAAAAEs/bNqraQ8yyn8/s1600-h/pindorama.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 281px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SnOkSppRsCI/AAAAAAAAAEs/bNqraQ8yyn8/s320/pindorama.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364812221451972642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem de longe o pitoresco comboio, serpenteando pela estrada. Asfalto, terra batida, tudo deixa para trás. Sobre as rodas vem, como convém a todo viajante, apenas o essencial: a família. E a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assentam acampamento. Desdobram a lona, sobre o esqueleto desmontável, alvenaria frágil de encaixes e cordas, pinos e parafusos. Sobre o terreno, antes baldio, o burburinho do circo. A novidade, a palavra-rastilho, percorre a cidade em polvorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhãzinha, os curiosos se ajuntam em torno da armação. A barriga de lona respira, varada, quando em quando, pelo vento. Não há o que ver. O circo dorme. Ou é a cidade que sonha anõezinhos, numa brincadeira nova de contar: um, dois, três anõezinhos! Quatro, cinco, seis anõezinhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram que eram sete, amuou-se um menininho, exigente. O sétimo não se vê, esclareceu o narrador. É Cleidy, irmã mais velha, que se recolheu da vida-espetáculo para viver a vida-bastidor, a ensinar a ler a terceira geração do circo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem gargalhada? Tem, sim, senhor! Quem não sabe rir de si mesmo? O palhaço feito um acrobata do tombo é o domador do ridículo, capaz de transformar a chacota iminente no aplauso abonador. Então, é possível ser diferente?, pergunta-se, intrigada, a cidadezinha. Sobretudo, quando se está de passagem! - responde a trupe em jogral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No microcosmo itinerante, o anão tem voz de comando: patrão e contratante. Presta serviços. Consome. Goza, em cada novo povoado, da cidadania exígua de todo forasteiro, olhado, a um só tempo com curiosidade e desconfiança. Assim, a pouca estatura é só um estranhamento a mais. Alguém dirá que fogem  os pequenos artistas. Calhando, tem seu fundo de verdade. Mas também é verdade que não se eximem de estrelar grandes amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm a valentia dos que enfrentam em si mesmos a maior adversidade. Crescem a fórceps, para muito além da insegurança que vem de olhar o mundo sempre de baixo (tudo parecendo tão grande!), de esbarrar na proibição de trincos altos, para portas que jamais se abririam, não fosse pelo “Por gentileza ...”, solicitado com desconcertante simplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra-mágica da humildade ou da altivez? Eis que aprendem a ser amigos da própria condição e se assumem, sem a máscara de parecer. Condenados a ser como são, sem disfarce possível, os anõezinhos vivem e convivem no mundo portátil de Pindorama. E de tanto serem o que são é que encantam as cidadezinhas, tão cansadas de parecerem consigo mesmas, no eterno jogo de refletir-se, platéia forçada da performance do próprio, gasto repertório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, sabem os anõezinhos que o tamanho é, também, uma mera questão de perspectiva e que, se os olham bem rentes, colados à transparência da vida, há que se lhes reconhecer grandeza e charme e até - quem diria? - admirável poder de sedução. Medem-se entre si pelo carisma, pela alegria que têm. Como, aliás, era para ser. Não é do ser a essência a única métrica confiável? Os anõezinhos dão prova: identidade, sim, é documento!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-204868835429967136?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/204868835429967136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/07/pindorama-verdadeira-historia-dos-sete.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/204868835429967136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/204868835429967136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/07/pindorama-verdadeira-historia-dos-sete.html' title='PINDORAMA - A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS SETE ANÕES'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SnOkSppRsCI/AAAAAAAAAEs/bNqraQ8yyn8/s72-c/pindorama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-1596798308701727144</id><published>2009-07-30T19:16:00.004-03:00</published><updated>2009-07-30T19:27:01.711-03:00</updated><title type='text'>A Hora de Voltar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SnIdkJM33oI/AAAAAAAAAEk/9YaoRsFFfwc/s1600-h/Hora+de+Voltar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 218px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SnIdkJM33oI/AAAAAAAAAEk/9YaoRsFFfwc/s320/Hora+de+Voltar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364382612934090370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link style="font-family: verdana; font-style: italic;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CRoberta%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt; 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Emoções sutis, inusitado prazer das pequenas coisas, tudo acordado em mim, por esse maravilhoso senso de oportunidade que tem a vida, de vez em quando, de fazer coincidir os acontecimentos com a nossa máxima capacidade de fruí-los, milagre de sincronia entre a maturidade do fruto e a da fome, que, nesse estágio, tapreciação se torna. Essa maturidade (e não esqueçamos, estar maduros é estar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;prontos&lt;/span&gt;!) que é como uma nudez, um modo de crescer ao contrário, perdendo a casca em direção ao caroço das coisas, despojando-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despojando-se de suas experiências tristes, dos temores adquiridos, do ceticismo cuidadosamente cultivado e outros tantos mecanismos de defesa. Assim era o instante de graça em que assisti ao filme, como uma volta, ainda que pontual, ao estado de pureza. Não digo à infância, que infância seria não ter ainda vivenciado coisa alguma. Dá-se que, por vezes, da bagagem emocional abole-se todo o peso e, assim, libertos de gravidade, jogamo-nos à vida alta e profundamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, mesmo a magia se rege por um imperativo irrecusável de tempestividade e tem sua hora, momento preciso de acontecer. Para que entendesses o encantamento do filme, o que ele parecia querer dizer de nós, era preciso que soubesses voltar também. Voltar ao dia em que nos conhecemos e ao modo maciço de sentir daquele dia. Era preciso que te batesse no peito o mesmo, desarmado coração de quem não queria ir embora, sobre o qual descansei o meu sorriso. Então entenderias que a Hora de Voltar era, naquele instante, uma exortação para seguirmos, chamado do desconhecido, passo na escuridão, mãos dadas, salto do anjo em direção à vertigem de sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a hora passou, soterrada pela realidade de ampulheta dos dias que se seguiram. E, agora, já não entenderias... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ah, tu bem o sabes, encontros são portais, breve intersecção entre nosso mundo e o do outro. Às vezes, instados pelo mistério, transpomos o portal e entramos na outra vida. Ou hesitamos, quer por medo ou por espanto e, súbito, o portal se fecha, transparentemente, como um vidro. Assim, continuamos a nos ver através do vidro, mas já não podemos tocar a substância um do outro, nem nada mais será trocado entre nós, pois que nossos mundos se tornaram reciprocamente impermeáveis.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-1596798308701727144?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/1596798308701727144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/07/hora-de-voltar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1596798308701727144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1596798308701727144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/07/hora-de-voltar.html' title='A Hora de Voltar'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SnIdkJM33oI/AAAAAAAAAEk/9YaoRsFFfwc/s72-c/Hora+de+Voltar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-5376755346711863750</id><published>2009-07-02T15:10:00.000-03:00</published><updated>2009-07-03T09:53:28.498-03:00</updated><title type='text'>A Festa da Menina Morta</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Skz5hUU7hJI/AAAAAAAAADA/DheJA_OfeBo/s1600-h/A+festa+da+menina+morta.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353928407824172178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Skz5hUU7hJI/AAAAAAAAADA/DheJA_OfeBo/s320/A+festa+da+menina+morta.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;- Por Roberta Mendes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A sala de projeção era pequena e os poucos freqüentadores sentavam-se rarefeitos, guardando distâncias. Grupamentos, se os havia, eram de pares ou trios, respeitando sempre o hiato de cadeiras entre uns e outros. Apagadas as luzes, o filme começou sem rodeios, com a mesma urgência urinária do personagem que lhe inaugura a trama. E não haveria outra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A história transcorre lentíssima, torturante, com o fito de nos aprisionar, a nós descolados e urbanos, na própria falta de perspectiva das vidas da comunidade protagonizada. Somos abduzidos para dentro de uma claustrofóbica ambiência, em que a mente, ao ameaçar expandir-se, bate com violência contra a resistência das coisas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tão estreita de sonhos, tão carente de transcendência, que a comunidade atribui à própria confirmação da morte o sentido de um milagre. E, assim, festejam a menina morta. Vale notar: não se trata de pessoa encontrada com vida. Não se trata de alguém que tenha escapado ao destino. Tampouco trata-se de uma criança dada como morta e magicamente “ressuscitada”. Todo o tempo o sabíamos, o título nos adverte: a festa é mesmo em torno da menina morta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não é a toa que assim o seja, pois a morte só é desfecho para o indivíduo. Para a comunidade, sobretudo se tão à margem, não só do rio, como das engrenagens históricas, a morte é um acontecimento. E talvez o único. Mata-se o porco com lentidão, para que dure mais a ação no tempo. Adia-se o enfarto em face da água que não lhe trazem, porque morrer desta desassistida maneira nem mesmo é acontecer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os prazeres, por serem tão poucos, tanto mais ensejam excessos. O álcool degenerado em “ismos”. A comida sebenta, revolvendo-se nas bocas debochadas. A promiscuidade e o incesto. Tudo feito no escuro. Não às escuras ou às escondidas, pois tal disfarce não se fazia necessário. Tudo se passa no escuro, mesmo. Os olhos acostumados a intuir sombras e desprezar contornos, como que fotometrados à insuficiência da lâmpada incandescente. A careta, se de dor ou de gozo, mal se divisa no escuro. E assim, condicionados ao escuro, ninguém parece mesmo dar falta da nitidez, seja das feições ou das sensações. Sobretudo, a do pensamento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo se dá em surtos, em transes, em convulsões, em macumbas presenciadas com letárgica conivência, pois todos sabem que se trata de gritar contra o vazio. É o que lhes resta. A vida lhes perpassa apenas como uma agitação dos sentidos, uma hiper-excitação do corpo à falta de metafísica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas não é do homem sonhar sempre com a outra margem, mesmo que sua história o ancore pesadamente ao fundo turvo do rio? Porque não vão embora, meu Deus, se não haveria ali sequer polícia, a interceptar botes e frustrar fugas? O que os impede de deixar para trás uma tão miserável existência? Olham para o curso da água e não lhe enxergam caminho! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há em torno daquela população ribeirinha uma cerca invisível, um campo de força tão forte, feito o halo da menina morta. Regidos pela autoridade das ausências, a quem não se pode recorrer pelo indulto da liberdade, aqueles habitantes estão presos. Presos aos olhos que os validam, de que não se podem afastar. É como se, subtraídos ao olhar do grupo, corressem o risco de uma (orgânica) des-integração. Mais do que o medo do desconhecido, assusta-os a possibilidade da própria condição de desconhecidos, por isso não ousam se enxergar além. Por isso, perseveram dóceis no que não presta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pensando bem, não são em nada diferentes de nós. E é por isso que, visceralmente, nos exasperam. Porque nos lembram que também ouvimos de coração trêmulo às crenças íntimas que antevêem dor. E seguimos de abatido ânimo, negando-nos à felicidade, por temor de contradizer as escrituras. Também nós nos confinamos na segurança dos lugares estreitos. E, mesmo sufocados, assistimos o filme até o fim.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="Ficha Técnica"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ficha Técnica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Título Original: A Festa da Menina Morta&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gênero: Drama&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tempo de Duração: 110 minutos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ano de Lançamento (Brasil): 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estúdio: Bananeira Filmes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Distribuição: Imovision&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Direção: Matheus Nachtergaele&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Roteiro: Matheus Nachtergaele e Hilton Lacerda&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Produção: Vania Catani&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografia: Lula Carvalho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Direção de Arte: Renata Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="Elenco"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Elenco&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/atores/daniel-de-oliveira/daniel-de-oliveira.asp"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Daniel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; Juliano Cazarré; Jackson Antunes; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/atores/cassia-kiss/cassia-kiss.asp"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cássia Kiss&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/atores/dira-paes/dira-paes.asp"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dira Paes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-5376755346711863750?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/5376755346711863750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/07/festa-da-menina-morta.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5376755346711863750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5376755346711863750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/07/festa-da-menina-morta.html' title='A Festa da Menina Morta'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Skz5hUU7hJI/AAAAAAAAADA/DheJA_OfeBo/s72-c/A+festa+da+menina+morta.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-1797446238047229076</id><published>2009-06-22T17:54:00.000-03:00</published><updated>2009-06-22T18:08:53.568-03:00</updated><title type='text'>Ainda sobre as bandeirinhas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não posso deixar de me manifestar hoje quanto às bandeiras que desfilam por aqui! Está lindo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resisto comentar-lhes a presença já que não nos presenteiam a nós com seus comentários... como podem prezados, deixar carentes de seus pareceres tão preciosos essas blogueiras ávidas e curiosas, como podem queridos não entrar na ciranda dos recados??? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje vejo que passam por aqui (de lá) a Espanha e a França, queridas! Temos ainda (daqui) novidades de Petrópolis e nossa amiga São Paulo, ambos generosamente dando o ar da sua graça também no "seja como for", obrigada!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prezados e Prezadas, Senhores e Senhoras, o lado mais passional (dramático?!) deste blog vos apela, assim desta maneira escancarada, a dizerem se nos gostam :O) comentem queridos, cometam...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um abraço,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elis&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-1797446238047229076?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/1797446238047229076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/06/ainda-sobre-as-bandeirinhas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1797446238047229076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1797446238047229076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/06/ainda-sobre-as-bandeirinhas.html' title='Ainda sobre as bandeirinhas'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-6556194356274615305</id><published>2009-06-21T14:08:00.001-03:00</published><updated>2009-11-20T21:20:58.044-02:00</updated><title type='text'>Pequena</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Swcj1q9Dh-I/AAAAAAAAAFU/XbXt6uEpw9A/s1600/minha+infancia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 219px; FLOAT: left; HEIGHT: 229px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406329282651981794" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Swcj1q9Dh-I/AAAAAAAAAFU/XbXt6uEpw9A/s320/minha+infancia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SwciZJjvF-I/AAAAAAAAAFM/aKUgF1gPEhk/s1600/Digitalizar0005.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eis Barbosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era uma pequena morena, de tez bronzeada pelo mesmo sol que tingira os índios seus avós, cabelos pretos escorriam pelos ombros até a cintura de desenho ainda raso pela meninice. Os olhos, como das amigas-irmãs que viria a conhecer em seus dias de mulher, eram grandes e curiosos. Crescia em torno daquele par de amêndoas cor de ônix, que lhe concedia olhar ora doce, ora triste, mas sempre atento. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cria da terra, imiscuía-se à natureza como parte dela, esticando o corpo no chão fresco para contemplar o céu, solta, cheia de mato nos cabelos emaranhados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passava o tempo a pensar, a criar histórias na sua cabeça de doida! E cansava, mudava de posição, estirando-se agora de barriguinha para baixo, queixo sobre os braços cruzados, reparando no chão, que há muito no chão que se reparar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Das brincadeiras, perguntar era a que fazia o tempo passar muito rápido e divertido. Tanta novidade, tanto acontecendo, o mundo havia começado sem ela e saber era preciso, por isso perguntava tudo, e sabendo do tudo que perguntava, queria saber de seus "porquês". Existiam tantas respostas que logo deu conta do que viria a ser seu tesouro mais precioso, seu brinquedo mais querido: perguntar, “por quê”?&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais “porquês” perguntasse mais respostas teria, portanto, esse brinquedo era infinito! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Infinito!&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Descobrira o único “para sempre” que sua intuição feminina lhe indicava confiável. Tomou-o para si e desde então só sai acompanhada do pensamento! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feliz, embora fosse sozinha de gente na cumplicidade que tecera consigo. Era menina como as outras, só um tantinho mais repreendida. Nunca acertava direito o vestido, gostava de andar descalçada, tiaras e elásticos de cabelo lhe davam uma dor de cabeça terrível, tinha casca de ferida (e nem ligava!), joelho muito ralado (achava linda a cor do mercúrio cromo!) vontade de chorar “à toa”, esquecia toda hora do inaceitável que era sentar-se como quisesse, que tinha de ter modos no falar, no caminhar, no gargalhar (um contra senso, no auge da alegria lhe chamavam a atenção!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, mas você não é uma mocinha? Era! Só não entendia o que isso tinha que ver com todo o resto. Mas tentava bem muito fazer como lhe pediam, e tentava fazer como as mocinhas, mas ficava-lhe sempre largo o gesto, e seu coração casmurro insistia sempre de que nada disso era a verdade do “por quê?” buscado sempre.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca diziam que era linda, mas que certamente seria um “mulherão”, e que tinha de se cuidar, murchar a barriga, estufar o peito, ter postura. Assentia com a cabecinha esperta que só queria crescer para poder experimentar as coisas que os adultos descobriam, viajar sozinha, ler os livros que os adultos liam, e também para usar sapato de salto alto, porque o som que faziam nos filmes era coisa muito fina! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cresceu, fez como queria e brinca muito ainda de perguntar de tudo e do por que de tudo. Encontrou aquelas amigas-irmãs (e uma amiga na própria irmã) ficando menos só. Mudou pouco do que era guardando ainda certo desajeito naquele proceder de mulher ideal que devia ser. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem as unhas sem polir, os pés pisando nus a terra, a gargalhada ecoante, exposta num sorriso cheio de dentes, vontade de chorar toda vez que encontra gente humana. Os olhos é que finalmente harmonizaram com seu tamanho, mas ainda não sabe bem se é como deveria ser e de vez em quando acha bem bonito aquele ar distante que têm as outras mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-6556194356274615305?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/6556194356274615305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/06/pequena.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6556194356274615305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6556194356274615305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/06/pequena.html' title='Pequena'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Swcj1q9Dh-I/AAAAAAAAAFU/XbXt6uEpw9A/s72-c/minha+infancia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-2312095238642326953</id><published>2009-06-15T00:50:00.000-03:00</published><updated>2009-06-15T00:53:22.859-03:00</updated><title type='text'>Bandeiras</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SjXFoibPWGI/AAAAAAAAAC4/YcAjqZUfvl4/s1600-h/bandeiras_mundo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347397432798828642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SjXFoibPWGI/AAAAAAAAAC4/YcAjqZUfvl4/s320/bandeiras_mundo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id228"&gt;Quem serão as pessoas por trás das bandeirinhas? Tu, de Lisboa, que não deixaste o nome? O amigo da Noruega, que passeia, vez por outra, por nossas palavras-vitrines, sem, talvez, sequer demorar-se, mas por tempo suficiente para em nós fincar sua significativa bandeira? O leitor, de solidão tão vizinha, em Duque de Caxias, fazendo companhia a nossas palavras-sonhos, como quem tece meias, velando um sono de criança febril? Quem pôs em nossa geografia íntima a insígnia de Espanha? Quem hasteia em nosso brinquedo de contar a flâmula graciosa da Grécia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que assim se deu o primeiro contato entre o colonizador e o aborígene, estes dois representantes de universos tão para o outro desconhecido: o português presenteou ao índio com um espelho, o qual, por sua vez, prendou ao homem branco com a floração espontânea de um sorriso. E, assim mesmo, sem palavras, estes seres singularíssimos se comunicaram e conjugaram um precário “nós” pelo breve instante em que habitaram a mesma cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Às vezes, também bem gostaríamos de interagir com o espelho que nos reflete: que imagem terão de nós? Ou encontrarão, por vezes, vocês em nós, palavras-espelho em que ver refletida uma emoção própria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam todos bem-vindos ao blog, como bem-vindos são quaisquer comentários, mensagens de náufrago para náufrago, que nos sinalize que, sim, há comunicação possível entre ilhas de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço da&lt;br /&gt;Roberta Mendes&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-2312095238642326953?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/2312095238642326953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/06/bandeiras.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/2312095238642326953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/2312095238642326953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/06/bandeiras.html' title='Bandeiras'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SjXFoibPWGI/AAAAAAAAAC4/YcAjqZUfvl4/s72-c/bandeiras_mundo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-1973199375682063156</id><published>2009-06-14T20:52:00.000-03:00</published><updated>2009-06-14T21:19:32.605-03:00</updated><title type='text'>Do Medo ao Público - Diálogo com Paulinho Moska</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SjWTfuMNwhI/AAAAAAAAACw/_lEC6smKBjo/s1600-h/Message_in_a_napkin.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347342305756824082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 259px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SjWTfuMNwhI/AAAAAAAAACw/_lEC6smKBjo/s320/Message_in_a_napkin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id74" align="justify"&gt;De: Roberta Mendes&lt;br /&gt;Para: fale@paulinhomoska.com.br&lt;br /&gt;Data: 26 de junho de 2007 21:11&lt;br /&gt;Assunto: &lt;strong&gt;Intempestivo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estava na Modern Sound para comprar um cd de pífano que tinha sido lançado lá. Havia um intenso movimento de pessoas e restrições na entrada. Perguntei a um funcionário sobre o cd, recebi uma comanda destas para anotação de consumo e fui autorizada a entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro em pouco, as luzes diminuíram, as bancadas de cds deram lugar a improvisadas mesas e o ambiente inteiro adotou ares de expectativa. Esperavam você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, que, até então, nada esperara, fui-me deixando ficar, presenteada pela gratuidade de encantos da noite, essa antiga namorada. Assisti você de um ângulo roubado ao corrimão de uma escada. Eu, anônima. Você, público. Eu, público. Você, autor. Incorporei o intimismo do show e me pus a abrir parênteses em suas fotografias-canções. Fazia mesmo tempo que não escrevia “poemas de guardanapo”, instantâneos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o show acabou e as pessoas se dispersaram, tive ímpetos de ir até você, que estava próximo, e arriscar a ser o rosto do que, para você, não fora mais que uma impressão de azul no canto do olho. Te estenderia o guardanapo e sairia, um tanto intempestivamente, sem bem entender o que eu mesma pretendia com aquele gesto. Mas a auto-censura, esta, sempre pontual, deteve-me. Que pena! E colocou o guardanapo bem no fundo da bolsa, como se fosse para torná-lo, assim, simbolicamente inacessível, como uma parte de mim - a medrosa -, talvez, intimamente, te supunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como o show e as reflexões incidentais não me abandonassem após mais de duas semanas, eis que veio à tona o bilhete em garrafa de náufrago que eu, ainda mais intempestivamente, te entrego. Obrigada, Móbile, por ter mexido no fundo de algumas coisas e provocado, assim, o movimento de trazê-las à tona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a minha singela “message in a napkin”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas eu só sabia ser público&lt;br /&gt;e não estar na frente ou à frente&lt;br /&gt;de nada ou de ninguém. O olho anônimo,&lt;br /&gt;como a câmera dos espiões,&lt;br /&gt;escondidas em cavidades insuspeitas.&lt;br /&gt;Sem brilho e sem flash: fotografo.&lt;br /&gt;Vejo o palco por um recorte de corrimão.&lt;br /&gt;Estou inundada de impressões e escrevo.&lt;br /&gt;A mesa - um tablado árido,&lt;br /&gt;com cadeiras em volta que não a assistem.&lt;br /&gt;Palavras sem máscaras não são&lt;br /&gt;personagens, nem levam pintura&lt;br /&gt;a justificar a solidão do camarim. Estou despida&lt;br /&gt;e não me mostro e não me faço ver.&lt;br /&gt;Os outros trazem roupas nos olhos...&lt;br /&gt;Ah, como é refratário&lt;br /&gt;esse metal com que nos olham: armaduras.&lt;br /&gt;O que lhes lanço não lhes atravessa. E o que recolho,&lt;br /&gt;quando me recolho,&lt;br /&gt;público, olho que apenas olha.&lt;br /&gt;O autoral em mim não é público!&lt;br /&gt;Mosca capturada pela beleza transparente de uma teia...&lt;br /&gt;A arte não é libertadora, sabia?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Roberta Mendes&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id77" align="justify"&gt;------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id76" align="justify"&gt;De: Webmoska &lt;postmaster@paulinhomoska.com.br&gt;&lt;br /&gt;Para: Roberta Mendes&lt;br /&gt;Data: 28 de junho de 2007 16:19&lt;br /&gt;Assunto: &lt;strong&gt;Re: Intempestivo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Roberta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom que você me enviou sua "message in a napkin".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente seu poema ficou com um sentido delicioso pra mim depois de eu saber da situação que te levou a escrevê-lo. O acaso nos traz as melhores sensações, não é mesmo? Sempre que estou no palco penso nas histórias que estão por trás do "público"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu também sou público e assisto shows maravilhosos que a platéia me dá. Obrigado pelo seu show, então. Seu olhar certamente me fez bem naquela noite e assim pude olhar para frente e para dentro com felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P Moska&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id75" align="justify"&gt;De: Roberta Mendes&lt;br /&gt;Para: Webmoska &lt;postmaster@paulinhomoska.com.br&gt;&lt;br /&gt;Data: 29 de junho de 2007 18:47&lt;br /&gt;Assunto: &lt;strong&gt;Re: RE: Intempestivo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dos grandes insights que tive ao longo do seu show, um dizia respeito à questão da exposição ao público, que creio seja a mais difícil provação para qualquer pessoa que se proponha a uma manifestação artística. Há, inclusive, os que acreditam que a manifestação artística só se completa - ai de mim – quando atinge o público, interlocutor coletivo de toda arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assim for, escritores de gaveta, como eu, nem mesmo chegam a ser escritores. Afinal, escritor é aquele que escreve ou que é lido? Pelo menos, já me incomoda a hesitação que continua paralisando meu passo em direção a tornar públicas as coisas que escrevo. Como diria Vinícius, em seu inquietante "O Haver":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Resta (...)&lt;br /&gt;Essa terrível coragem diante do grande medo, E ESSE MEDO&lt;br /&gt;INFANTIL DE TER PEQUENAS CORAGENS."&lt;br /&gt;Bjs,&lt;br /&gt;- Roberta Mendes&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-1973199375682063156?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/1973199375682063156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/06/do-medo-ao-publico-dialogo-com-paulinho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1973199375682063156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1973199375682063156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/06/do-medo-ao-publico-dialogo-com-paulinho.html' title='Do Medo ao Público - Diálogo com Paulinho Moska'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SjWTfuMNwhI/AAAAAAAAACw/_lEC6smKBjo/s72-c/Message_in_a_napkin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-685651951884698637</id><published>2009-06-13T16:03:00.001-03:00</published><updated>2009-07-26T23:37:27.994-03:00</updated><title type='text'>Lembrando o Crato...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SjP4v-uOpZI/AAAAAAAAACo/Blkkr3EPw00/s1600-h/Anicetos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346890685793346962" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 320px; height: 218px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SjP4v-uOpZI/AAAAAAAAACo/Blkkr3EPw00/s320/Anicetos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id1446"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À época, morávamos no interior, que, pensando bem, era uma forma de morar por dentro, na origem mesma das coisas. Ali, onde a fronteira era um rabisco aleatório de criança e o sotaque cearense se pernambucolizava, esquecido das rixas entre as orgulhosas capitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali do interior, as capitais mais pareciam periferias, em que a brasilidade se rarefazia no redemoinho globalizante. Mas não ali! O país chegava-nos sem intermediários, sem filtros, deitando-nos raízes, em ligação direta com a terra - donde me vem, ainda hoje, uma sede de barro esturricado e o risco de me encharcar em demasia à mínima exposição a qualquer emoção mais úmida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morávamos lá onde se forjavam os modos genuínos da pátria, onde se cunhavam, em suassunas vivências, arquétipos do povo nordestino, este povo dotado de uma tão intrínseca teatralidade, que se presta , bobo da corte incumbido da gargalhada nacional, à caricaturização catártica da própria alma brasileira. Estava mesmo tudo lá, no microcosmo da cidadezinha: a pura raça mestiça. Durando. Negando-se à extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E havia o folclore, não como um verbete esquecido na enciclopédia. Tocava-se-lhe o significado! Estava na rua, vivo, em danças multicores, empoeiradas de caminho. As bandas de pífano, os baques de tambores cabaçais, os irmãos Aniceto, meu Deus! Ali, bem no pátio da escola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só de ouvir o tilintar de um triângulo e um couro vergastado de zabumba, saíamos da sala aos pinotes, sapateando cocos, falanges transidas - obedientes ao ritmo como os ratos ao flautista de Hamelin. Apropriávamo-nos da cultura, em rodopios de ciranda e batuques de mineiros-paus. Era nossa! Ai, era tão nossa a memória do povo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa feita, por exemplo, os professores encarregaram cada turma de aprender um ritmo para apresentar na reunião de pais. À minha classe tocou o número da caninha-verde, que dancei, a princípio, encabulada, descabendo no meu tamanho, menina tão grande entre os demais. Depois, fui pegando gosto pelo folguedo, acometida de requebros, até escorrer-me o rastro ocre do papel crepom pelo tronco das pernas. Da manifestação secular, de que muitos talvez jamais tenham ouvido falar, restou-me a vívida sensação de ter-lhe emprestado corpo. E ninguém lava de mim o borrão alegre dessa lembrança, tal como avistar de longe o verde vale ao fim da estrada seca, bem fosse o oásis do sertão como, aliás, lhe chamavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidadezinha incrustada no sopé da chapada, parecia um rebento, eternamente nascendo de um ventre gravídico de montanhas, respirando sobre nós sua aragem fresca. Eu aspirava os polens fundamente, congestionando os brônquios ignorantes de florescer. Passava julhos asmáticos, o peito temporão piando-me alto pela casa, como se levasse uma avezinha desamparada dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe afligia-se, valei-nos padim pade Ciço!, e me dava beberagens, aprendidas da sabedoria local, condimentadas de exóticos, regionalíssimos sabores. Pois, se é certo que todo antídoto se faz do respectivo veneno, era preciso, para eu me curar das flores do Crato, instilá-lo, gota a gota, na circulação teimosa do sangue, até eu transpirar, em vapores febricitantes, a garapa nauseante de pequis e mel de jandaíra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se que o exotismo dos sabores se transmitia ao próprio nome das coisas. Ali, a língua inventava estranhos modos de dizer, ressuscitando palavras mortas, improvisando corruptelas, em tão espantosa sintaxe, que o sentido dos ditos não se gastava jamais. Ainda que as histórias cismassem em se repetir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é só que se recontassem os causos, pilando reminiscências. Era o roteiro mesmo das vidas que se reprisava, tomando-se cuidado para trocar o nome dos personagens, a fim de, ao menos, assegurar as novidades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a outra face do cara-ou-coroa da tradição: os rapazes sonhando estudos na cidade grande; as moças suspirando pelo casamento. E como a impaciência é natural da adolescência, criou-se a moda de as moças, aos quinze anos, fugirem desarvoradas, precipitando votos de matrimônio em dramáticas fugas contra oposição nenhuma. Fiéis ao texto, os pais encenavam grandes zangas; mediam forças com os genros ingratos, deixando de falar-lhes e de prover-lhes – esses dois temíveis castigos - para depois desfilarem os netos, satisfeitos, nos bailes do Tênis Clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transgressão era, então, cumprir o destino, apenas mais cedo do que recomendavam os costumes. Depois, os moços fujões se enfastiavam, como se os tivesse a bravata eximido de ousar outra, aventureira existência. As mães bordavam-lhes, queixosas, pesados enxovais, enxovais-âncoras, que os mantinham para sempre ao alcance da asa protetora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podia um lugar de infância tão vasta, ser tão estreito para a juventude?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso, quando nos mudamos, eu intuísse pela conta dos anos, que partia mesmo em oportuna hora. Mais do que saudade, eu levava uma imensa gratidão pelo colorido das memórias e um mal disfarçado entusiasmo pelo tempo-espaço por vir. E vieram outros brasis. E, mais além, alemanhas, descortinando europas, geografias do longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou-me, no entanto, a bússola do ser, pelo magnetismo dos afetos, tendendo sempre a leste, apontando a Nordeste – norte primeiro da velha alma retirante. Por isso, tudo que vem de lá reverbera em mim antigas notas de pertencer. Abrasileira-me. Atiça em mim a brasa do amor à pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito no dia em que me prostrei nordesterrada ao reconhecer, sem mais nem menos, um assovio entoando a Asa Branca! Meu coração se agalopou do susto. Corri em direção à janela. Lá fora fazia Hannover, ainda. Mas dentro de mim era Crato. Êita saudade de casa! Minha garganta travou, ameaçando chorar. E o país em peso se pôs a cantar em mim! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id1480"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-685651951884698637?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/685651951884698637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/06/lembrando-o-crato.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/685651951884698637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/685651951884698637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/06/lembrando-o-crato.html' title='Lembrando o Crato...'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SjP4v-uOpZI/AAAAAAAAACo/Blkkr3EPw00/s72-c/Anicetos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-6834255281769992214</id><published>2009-06-01T17:41:00.000-03:00</published><updated>2009-06-09T09:40:22.341-03:00</updated><title type='text'>A Primazia do Real</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_COKhM-VZyvQ/SF6BlyOUEsI/AAAAAAAABVA/AGO__oe5FX8/s400/110.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_COKhM-VZyvQ/SF6BlyOUEsI/AAAAAAAABVA/AGO__oe5FX8/s400/110.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Haveria outra forma de despedida possível que não fosse o rompante rasgado à tesoura sem corte de um adeus dito à força do amor negado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando do reencontro compulsório notou a presença dele pelo cheiro que impregnava o corredor, corrompendo-o. Farejava o outro sem o querer e, de novo sem querer, notou que havia deixado de roer as unhas!!! Pasma, chocada, quase ofendida, olhou-o mais, reparando agora por querer, e foi sacudida por dentro, dos pés à cabeça, quando da confirmação: ele havia deixado de roer as unhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esbofeteada por aquele dado de realidade que lhe invadiam as retinas míopes, arregalou os olhos e deu conta de que não reconhecia aquelas mãos. Discretamente passou a perscrutar-lhe o rosto, voltando em seguida para as mãos, e constatou que lá estavam duas informações incoerentes. Mas quando foi que isso aconteceu? Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ausência de narrativa para aquela mudança factual surgia, vestido escuro, olhar austero, entregando em mãos a evidência de que nada mais era como havia sido e que, dito isso (com os verbos conjugados tão somente no passado!), talvez fosse já tempo de assumir o presente, cuja leitura só poderia ser feita a partir... de quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de todas as formulações que a olhavam nos olhos, decretava instaurada a confusão! Deixava o corpo presente naquele espaço físico retirando-se imediatamente para as profundezas no intuito de consolar a pequena desavisada que morava dentro de si. Era agora tudo muito confuso... as águas silentes do lago haviam sido perturbadas, e de claras passaram a turvas e nada mais se via!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serpenteava por toda ela a nítida sensação de que algo estava errado, não era para ser assim, era para ser eu, era o que eu queria! Mas se assim o fosse, de verdade, o fim teria sido adiado até não mais poder... contudo precipitou-se o fim diante da impossibilidade de se viver em paz! Precipitou-se mesmo ou já era chegada a hora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sem número de “não sei” desfilavam, ditos nas mais várias entonações... e quando sentiu a iminência de desmoronar a contenção que impedia, até então, as lágrimas de salgar-lhe a boca, correu a buscar socorro em uma das extensões mais ternas de sua alma! Essa mesma que havia cunhado para a vida a expressão “extensão da alma” como sinônimo de amiga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narrou entre lágrimas tudo, e quando finalmente chegou ao ponto cego da questão, “talvez fosse já tempo de assumir o presente, cuja leitura só poderia ser feita a partir... “ salvou-lhe a amiga completando a sentença: a partir da PRIMAZIA DO REAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetiu em voz alta, PRIMAZIA DO REAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perplexa, todos os pensamentos e sentimentos que dançavam loucamente por sobre a razão congelaram, e se viu diante de toda a sentença, agora completa: talvez fosse já tempo de assumir o presente, cuja leitura só poderia ser feita a partir da primazia do real!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significando dizer que era preciso, mais uma vez, deixar a fantasia e agarrar-se à realidade, tal qual se havia apresentado quando do fim: obscenamente nua, ostentando o entendimento impossível, o amor irrecuperavelmente transformado em outra coisa, a discrepância entre o que se desejava e a vida que se levava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra amiga, lembra? Lembra como era? Lembra do que você já não queria mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro... sim, eu me lembro! Tonta ainda que estava acalmou-se. O equilíbrio seria restabelecido, erigiu-se um ponto de apoio sobre o qual levantou-se e, agora de pé, pode vislumbrar melhor outras possibilidades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elis Barbosa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-6834255281769992214?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/6834255281769992214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/06/primazia-do-real.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6834255281769992214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6834255281769992214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/06/primazia-do-real.html' title='A Primazia do Real'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_COKhM-VZyvQ/SF6BlyOUEsI/AAAAAAAABVA/AGO__oe5FX8/s72-c/110.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-5181786678804330591</id><published>2009-05-28T00:26:00.002-03:00</published><updated>2009-07-26T23:38:30.678-03:00</updated><title type='text'>Remexendo Gavetas - Texto escrito em 2003</title><content type='html'>&lt;div id="ms__id668"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sh4E9jPSxpI/AAAAAAAAACg/bDq_D_dUrdA/s1600-h/hopper_summerinterior%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340711663585904274" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 320px; height: 269px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sh4E9jPSxpI/AAAAAAAAACg/bDq_D_dUrdA/s320/hopper_summerinterior%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id667"&gt;Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda ontem a solidão era confortável, como estar bem aquecido num dia frio - agasalhado de si mesmo. E, mesmo agora, não era ruim. Era mais como ter ouvido música o dia inteiro e já não distinguir cada canção em sua singularidade - calos da sensibilidade, exposta longo tempo a si mesma. Gato que, brincando com a própria cauda, se desinteressasse, de repente, e olhasse em torno, buscando algo fora e além de si, que sirva de presa para sua curiosidade inata de caçador. Algo para seguir ou perseguir. E quem diria que o gato, ao perseguir, está fugindo de si mesmo e de seu tédio imenso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id666"&gt;Para não interromper a metáfora, saí de casa, esgueirando-me felinamente pelas ruas, atravessando-as rápido, sem me fiar em outro sinal que não o rosnar dos motores. Pena era não poder galgar aos saltos os telhados de Santa Teresa... Fui modestamente às compras: era, de novo, humana. Tanto mais por haver filas e movimento de feira na praça e o rebanho de gente, obediente e disperso, que isso de obedecer a um fluxo sem nele pôr reparo não é qualquer paradoxo em se falando de rebanhos, sobretudo deste gado estranho, feito de gente enfileirada numa sábado de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um senhor, já bem idoso, riu-se do meu mau jeito para destacar a sacola de plástico em que vão os legumes para a devida pesagem e mostrou-me, com mãos desapressadas, a destreza do gesto banal, com grande orgulho, como se ensinasse uma criança a amarrar os cadarços, encontrando, enfim, a utilidade de um gesto repetido ao automatismo ao longo de tantas feiras. Pois se muitas coisas só ganham sentido se as compartilhamos... suspirei, ao esbarrar com a consciência de que morava só, o que talvez explicasse a minha lembrança, um tanto descabida, de comprar uma nova lâmpada para a sala, se é que não se possa atribuir alguma carga simbólica a essa urgência por mais claridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria uma luz branca! - pois a que tinha era amarelada e jorrava sobre tudo sua insuficiência resignada. Mais parecia que se encolhia de timidez, com medo de revelar os cantos da sala. Não que essa sensação de penumbra me incomodasse, a mim que costumava chegar em casa do colégio apagando as luzes para acender o pôr-de-sol nas paredes do escritório da (já remota) casa paterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que comprei a lâmpada e cheguei em casa com meu pequeno projeto de trocá-la, experimentá-la, experimentar sua nova claridade branca sobre tudo. Em cima da mesa, registro desligado, por um zelo excessivo de mãe que continua ecoando dentro da gente, senti eu também orgulho do banal. Eu, que até poucos anos ouvia a voz altiva da minha mãe a prover todas as necessidades da casa, dando ordens aos empregados, liguei o registro, depois o interruptor e fiquei olhando para o pequeno milagre de claridade que eu mesma providenciara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa palavra “providenciar” tem não sei quê de senhorio e força, poder de movimentar ou de bastar-se. Fiquei assim, plena, plena por umas horas mais, preenchendo sem esforço a casa e a solidão. Soberana. Faça-se a Luz! E lia, sob uma luz toda branca, o livro de Clarice Lispector. Faça-se o som! E a voz quente do Dave Matthews se espalhava pelos cômodos, preenchendo-os, sim, preenchendo tudo, que nem ter-se tornado audível um pensamento meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pus a máquina para bater roupa, só para ter o cheiro de amaciante, feito exalado da memória de eu ter um lar e ser parte de uma família. Cerquei-me dos meus sentidos. Até que perdessem a graça. Era a hora em que se começa a tentar descobrir o porquê das coisas que talvez não tenham porquê. A menos que lhes atribuamos um. E ainda bem que as coisas é que não nos cobram os porquês de as termos feito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, é culpa da Clarice, que me inclina toda para o lado das subjetividades! O telefone tocou. Não estava esperando. Senti-me resgatada, embora não soubesse exatamente de quê. Abstraí a voz amiga da realidade de distância e telefone e era como se o meu interlocutor estivesse no quarto ao lado e sua proximidade me dispensasse de prestar atenção no que dizia. Porque a presença e o convívio muitas vezes são essa exuberância de prescindirmos de palavras. Quando desligamos é que me deu pena de não ter prestado mais atenção no que dissera, qual tentar lembrar a letra de uma música e pegar-me balbuciando o lá-rá-lá inútil de sua melodia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem mais com o quê me ninar, fiquei tão de mim à toa! Sem sono e sem ocupação com que gastar as horas restantes do dia. Em torno, o silêncio, disfarçado de televisão. Por dentro, palavras, palavras tantas - ai, sina de comunicar que nos deixa aos sós tanto mais sós, embora aos que pertencem, mais pertencentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem poderia o telefone tocar novamente, pensei, suplicando / arrependendo-me. Tarde demais! Uma vez esperado, um telefone não toca jamais. Todo usuário o sabe, embora não se encontre sobre isto qualquer alerta, nem mesmo nas letras miúdas dos contratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim, adquiria por força, um hábito novo de des-esperar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id665"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-5181786678804330591?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/5181786678804330591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/05/remexendo-gavetas-texto-escrito-em-2003.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5181786678804330591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5181786678804330591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/05/remexendo-gavetas-texto-escrito-em-2003.html' title='Remexendo Gavetas - Texto escrito em 2003'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sh4E9jPSxpI/AAAAAAAAACg/bDq_D_dUrdA/s72-c/hopper_summerinterior%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-3653490058735587102</id><published>2009-05-24T16:32:00.001-03:00</published><updated>2009-07-26T23:39:28.041-03:00</updated><title type='text'>O Banheiro do Papa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/ShmiSiQKxzI/AAAAAAAAACY/6MJo9fLpAhY/s1600-h/O+Banheiro+do+Papa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339477272540399410" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 91px; height: 134px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/ShmiSiQKxzI/AAAAAAAAACY/6MJo9fLpAhY/s320/O+Banheiro+do+Papa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id95" align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Banheiro do Papa&lt;br /&gt;(ou O Pequeno Conto da América Latrina)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://xs224.xs.to/xs224/08074/obanheirodopapa470.jpg&amp;amp;imgrefurl=http://www.cranik.com/filme_obanheirodopapa.html&amp;amp;usg=__2tfv0Nn27Y3CYZj4KW2oiSOLktI=&amp;amp;h=568&amp;amp;w=387&amp;amp;sz=34&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;start=2&amp;amp;um=1&amp;amp;tbnid=wOy2iJvzzSMhtM:&amp;amp;tbnh=134&amp;amp;tbnw=91&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Do%2Bbanheiro%2Bdo%2Bpapa%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26um%3D1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id96" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id92" align="justify"&gt;- Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão precário é o saneamento da alma humana, a permitir o perigoso refluxo entre o sistema potável do sonho, onde vem beber a esperança, e a água, não raro salobra, da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, a quem apenas a convenção justificaria chamar o chefe da família, não passa de um menino grande, pronto a alterar a vazão dos tais registros e inundar, com isso, a casa sob a correnteza irrefreável de uma idéia visionária. É talvez a parcela de culpa a que toca a própria inocência na destruição do homem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vão a filha, mulher em botão, condenada à lucidez, professa no improvisado microfone a chegada das hordas saqueadoras, metáfora ao contrário do vazio devastador que se abateria sobre o vilarejo, empenhado inteirinho, casa por casa, pela hipoteca do milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quanto mais caro o prêmio, mais alta é a prestação. E àqueles a quem sempre, tudo faltou foi dado a conhecer a outra face da desolação: a desolação da abundância tornada em sobras; do chouriço apodrecendo à falta de apetite a que servir. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id93" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id94" align="justify"&gt;A multidão errática de servos, minguando à falta de senhores - valha-nos Deus!, Senhor de todos os milagres, porque o reino é sempre adiado e a única majestade possível é a do silêncio sobre a súplica inútil dos homens? E a isso chamai de bem-aventurança? Não veio a graça. Mesmo o sorriso demorou a acudir aos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no banheiro do papa, terminado às pressas para socorrer urgência nenhuma, sumiu pelo ralo, numa longa descarga, o sonho de ter uma vida melhor. Sobrou a vida. Sem superlativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:78%;"  &gt;Filme: (El Baño Del Papa - Brasil/ França/ Uruguai, 2005)&lt;br /&gt;Estrelando: César Troncoso, Virginia Ruíz, Virginia Méndez, Mario Silva.&lt;br /&gt;Dirigido por: César Charlone, Enrique Fernández&lt;br /&gt;Produzido por: Andrea Barata Ribeiro, Bel Berlinck, Serge Catoire, Fernando Meirelles, Elena Roux&lt;br /&gt;Gênero: Drama&lt;br /&gt;Tempo: O que dura uma esperança...&lt;br /&gt;Distribuidora: Imovision&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-3653490058735587102?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/3653490058735587102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/05/o-banheiro-do-papa.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/3653490058735587102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/3653490058735587102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/05/o-banheiro-do-papa.html' title='O Banheiro do Papa'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/ShmiSiQKxzI/AAAAAAAAACY/6MJo9fLpAhY/s72-c/O+Banheiro+do+Papa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-6828202878735707069</id><published>2009-05-23T01:43:00.000-03:00</published><updated>2009-05-23T02:24:16.067-03:00</updated><title type='text'>GARÇONETE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.adorocinema.com.br/filmes/garconete/garconete-poster01.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 180px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/garconete/garconete-poster01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText  {margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  text-align:justify;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:Arial;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  color:black;} a:link, span.MsoHyperlink  {color:#990000;  mso-text-animation:none;  text-decoration:none;  text-underline:none;  text-decoration:none;  text-line-through:none;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed  {color:purple;  text-decoration:underline;  text-underline:single;} p  {margin-right:0cm;  mso-margin-top-alt:auto;  mso-margin-bottom-alt:auto;  margin-left:0cm;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;Pois pensando em coisas várias fui acometida por cheiro de bolo, bolo fresco, feito em tarde de sexta-feira (mesmo sendo uma quinta!), bolo-formiga, com furo no meio e casca bem tostadinha, melada, em tarde de abril... bolo-de-casa-de-mãe, seria o nome desse bolo se fosse eu a nomear-lhe!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;Plágio da idéia alheia, dirás! Qual nada! Receita anotada e aplicada sempre que me lembro, ou que sou lembrada, do filme GARÇONETE, despretensioso e delicado e triste e verdadeiro e feminino e curioso... Saio pois, desvairada, dando os nomes que me apetecem a tudo que gostaria de chamar por um nome meu. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;Tortas, tortas de comer, tortas para dizer o que não podia estar contido em nenhum outro lugar que não em travessa quente... sentimentos postos à prova do fogo e transformados em delícia! &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;Tortas, as almas são tortas, não conheci nenhuma por mais reta que não pendesse hora para lá, hora para cá, submetida, enredada, seduzida, quem sabe em demasia, aos afetos que as vão amolecendo sob o calor do desejo! Como não dizer dos caminhos que nunca, em mapa nenhum aparecem lineares... somos todos tão cheios de curvas (rosquinhas de coco açucaradas), grutas (canudos recheados de doce de leite!), descampados (bom-bocado!), florestas (floresta-negra, chocolate meio-amargo que ao tocar a língua faz salivar com o ímpeto de seu gosto flagrante!), planícies irregulares (cocada!!!), profundezas misteriosas (café fresco fumegando!), tão cheios de delícias!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;Muitas tortas carregando nomes que só quem as faz e quem as toma para si desejando compartilhar de seu nome o significado, sente-as desmanchar na língua, fazendo revirar os olhos e surgir um sorriso, dando quiçá num abraço. Pois eu igual quero ter um dia alguém que me abrace longamente com a única finalidade que um abraço deve ter, a de abraçar, a de deixar o abraçado ali, bem quentinho, envolvido, acolhido, saciado, feito como quando se toma chocolate quente em noite fria. Ah, que o chocolate é um capítulo à parte!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;Humano o apetite, tortuosas as veredas, importa que ao fim da fornada teremos &lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-family:Arial;"&gt;à mesa, nada mais nada menos, que a receita preparada! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;Elis Barbosa&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-6828202878735707069?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/6828202878735707069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/05/garconete.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6828202878735707069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6828202878735707069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/05/garconete.html' title='GARÇONETE'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-2370410592789488541</id><published>2009-05-14T01:49:00.001-03:00</published><updated>2009-07-26T23:40:26.171-03:00</updated><title type='text'>Elegia Eletrônica</title><content type='html'>&lt;div id="ms__id59"&gt;- Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus sabe - aliás não apenas Deus, porque eu, orgulhosa de meu anacronismo, gostava de espalhar aos quatro ventos que jamais aderiria à era do computador. Não. Nada poderia substituir o manuscrito! A letra: o pergaminho de toda uma personalidade para um grafólogo. E para os mais leigos, porém não menos atentos observadores, o retrato de um estado de espírito. A letra trêmula dos suicidas, a caligrafia caprichada das namoradas em papéis de cartas coloridos. Há delas que chegam a fazer desenhos, florezinhas no rodapé, espirais, setas, arabescos, resquícios ancestrais, linguagem das cavernas, pois, como intuíam até mesmo nossos mais remotos antepassados, uma imagem vale por mil palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há a sensação de poder tocar a lembrança da mão em febril repouso naquele trecho da carta que se sabe de custosa formulação, a reticência, não da frase, mas do pensamento do remetente. A impaciência da palavra escrita com força, a tinta da caneta quase falhando, a ponta deixando apenas um rastro fundo de palavra, como uma boca que se armasse para um grito e, de súbito, emudecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os escritores tinha o manuscrito ainda a função documental. Mais do que isso: testemunhal. Não de testemunha, mas de testemunho. O poema assim escrito e palpável é um marco irrefutável do encontro mágico com a inspiração. As imagens estão libertas, libertas do poeta para sempre. Ele, por sua vez, liberto da urgência de comunicar o que não sabe, mas que é a matéria mesma de seu pensamento e de sua percepção do mundo. Às vezes, o poeta volta ao poema, não para lê-lo ou repensar um verso. Volta, na verdade, ao objeto, ao branco enfim sobrepujado da página manuscrita, certificando-se, com a ponta cega dos dedos, o braile sutil da esferográfica, as cicatrizes suaves da silenciosa batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o branco da página do computador é na verdade um buraco negro, em que a palavra, mesmo depois de escrita, pode sumir sem deixar vestígios, o que vem muito a calhar para a higiene dos rascunhos. A palavra já não é, então, irreparável. Alguém lembrará de dizer que borrachas desde há muito possibilitam emendas, correções, supressões. Mas a borracha deixa a lanhura da hesitação e do erro. A borracha não era como esse botãozinho de deletar, que permite que se volte sobre os próprios passos. A borracha assinalava o tropeço, o desvio. No computador, depois de revisados e corrigidos os erros por ele mesmo apontados (que agora já nao se limitam mais às revisoes ortogárficas, oferecendo também as gramaticais), parece que o texto já nasceu pronto, perfeito, irretocável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só a possibilidade irrestrita de remissão dos erros, mas a agilidade de dedos que se desenvolve a partir do manuseio diário das teclas, tudo contribui para que não se reflita tanto, é dizer também que não se censure tanto o que se está a dizer. Está-se pensando uma coisa e lic lic lic (os teclados nao fazem tec tec tec como as suas precursoras máquinas de escrever), lá está a coisa escrita, para surpresa do próprio autor. Teriam as letras nascido do branco da tela? Quem nos traíu assim a vigilante consciência? Às vezes, o susto é tanto de ver escrito exatamente o que se pensou em dizer, que o autor superticioso não se atreve a apagá-lo, tomando-lhe por revelações de um oráculo virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, o que verdadeiramente me converteu à escrita eletrônica foi a possibilidade de escrever no escuro. Sempre pensei - e acho que acontece com todo mundo - sempre pensei muito mais claramente no escuro. À noite, deitada na cama, mãos atrás da cabeça, o teto como uma página imensa, onde cabiam todas as palavras, todos os diálogos, todas as metáforas. E vinha aquela urgência de escrever, de registrar a lucidez desses sagrados delírios de insônia. Mas era só acender a luz para sentir incontinenti ofuscar-se a projeção desse filme interior, e já não se podia ver nem distinguir as imagens que me povoavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por certo que já tinha tentado outras alternativas, como, por exemplo, ter sempre à mão um pequeno gravador e ir ditando o que dizia o pensamento. Esse método se mostrou falho, essencialmente por dois motivos: 1) pela artificialidade de ouvir a própria voz, sem ter interlocutor real a quem dirigir-me e, 2) porque esse pensar alto não permitia a concatenação seqüencial ótima, inerente às idéias escritas. Ainda assim, muito me serviu o gravador para mapear pistas de pensamentos. É que, se não cuidamos, perdem-se para sempre uns insights até aproveitáveis, sabe-se lá, se não eram a solução de todo o mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente o computador me possibilitou a magia de escrever no escuro. Mais do que isso: a magia de ver a luz como que encrostada de letras, de ver cada letra como que brotando dessa mesma luz, consumando assim a ancestral metáfora da criação artística. O mundo todo apagado em volta. Só as idéias. Só as idéias acesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem mencionar a internet, a grande rede onde se cruzam os fios de tantos destinos, onde tantos se encontram, se desencontram, encantam-se com o novo, o vário, o mundo; iludem-se com o virtual e deixam-se brincar, por vezes, de traiçoeiros jogos de faz-de-conta. Os e-mails são cartas aladas, permitem respostas imediatas, diminuindo, por certo, em caráter absoluto, o tempo de espera, mas potencializando a carga ansiogênica da passagem dos segundos, somente redimida pelo messiânico alerta "you've got mail". Os chats, um pequenino milagre de simultaneidade, em que a distância não tem império. Alguns programas de bate-papo eletrônico chegam ao requinte da simultaneidade, que é ver o pensamento do outro se construindo letra a letra, palavra a palavra. Vê-se como o pensamento avança e recua, escreve, apaga, conserta o alicerce do raciocínio, seqüestra letras, permitindo, assim, ao interlocutor uma espécie de onisciência sobre a formação da linguagem do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, pianinho de letras, em oração ante às tuas sempre imprevistas panes, imploro: não dê sumiço às minhas palavras! Lança-me rede afora: pescaria ao inverso! Conta-me ao mundo! Impede que eu me apague!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito de apagar, apago-te agora. Acendo o mundo em volta de mim, os móveis do quarto e sua concretude, e me arrumo diligente para dormir. Depois, restabeleço a penumbra e nela me enrosco e me anulo, decomposta de contornos e formas. Só as idéias. As idéias que não se apagam e, pensando bem, nem acendem. As idéias desde sempre acesas... &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id86"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id85"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-2370410592789488541?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/2370410592789488541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/05/elegia-eletronica.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/2370410592789488541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/2370410592789488541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/05/elegia-eletronica.html' title='Elegia Eletrônica'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-5071001476109711087</id><published>2009-04-02T23:56:00.000-03:00</published><updated>2009-04-05T18:15:53.430-03:00</updated><title type='text'>Recomeço</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 327px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3jVK-kR3k6w/R_35TKCw5kI/AAAAAAAAAJw/Vp8Umd4fI2k/s400/Sol+e+Chuva.jpg" border="0" /&gt;A clarividência do fim das coisas, de todas as coisas, voltou a atingi-la com tanta força que fazia a lucidez rodopiar, louca, em êxtase! De novo essa história de fim? De novo. Sério? Sim, trata-se de assunto de primeira grandeza. Havia uma última vez para tudo que era, e os transeuntes pareciam ignorar que a roda seguia apenas o movimento da Terra, transformando incessantemente a matéria, fosse qual fosse sua natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol de tarde, que era o melhor sol para os pensamentos de sanha, brilhava tímido entre nuvens gordas que escondiam seu mau humor no cinza dos vestidos apertados que lhe abotoavam até o pescoço, sufocando. Enquanto o pensamento – ...o fim das coisas, para tudo havia impreterivelmente uma última vez... – executava laboriosamente seus malabares dando muitas traduções para si mesmo, em diversas formas, diversas... possibilidades... eram suas obsessões: o fim das coisas e a existência das possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironicamente, enquanto suava do esforço de tentar manter dentro de si o rebuliço que fazia a ciência nefasta do fim de tudo e do infinito de possibilidades entre o agora e seu ponto final, as nuvens de raiva, ante tanta magia pura pulsando naquela matéria vagabunda de poeta sem razão, choram, choram lágrimas grossíssimas, rosnam trovões e rasgam-se em raios, mortais nos descampados, rezando para acertar alguma mocinha bem-feita, que morra! Para não ser mais capaz de gozar, já que as nuvens tem por sina a ingrata missão de vagar desfazendo-se o tempo inteiro sem nunca poder tocar, senão por um leve, um levíssimo momento de caricia etérea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choviam, choviam copiosamente as nuvens, sem dar conta que acabavam era por representar o ciclo eterno da vida para morte para a vida, alimentando ainda com mais requinte o pensamento que se multiplicava em mil pensamentos naquela sala de espelhos que era sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu. A chuva... toda aquela água prenhe de vida, aguando para o bem ou para o mal, tratava de embalar o último ato do pensamento: não era para ser evitado o fim em nenhuma instância, não há que se ter susto com sua aproximação tão prenunciada... o fim está próximo... é claro que sim, pois sua marcha reta tem início bem no exato momento do começo das coisas! Fechou o guarda-chuva com cuidado, e seguiu seu caminho sentindo cada gota daquelas refrescar sua agitação. Prenhe ela também, carregava no baixo-ventre a sensibilidade de reconhecer as nuances das possibilidades que vêem com a perspectiva do fim das coisas, não mais com a mente ou com o coração, mas de corpo inteiro. &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elisangela Barbosa&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-5071001476109711087?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/5071001476109711087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/04/recomeco-clarividencia-do-fim-das.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5071001476109711087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5071001476109711087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/04/recomeco-clarividencia-do-fim-das.html' title='Recomeço'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3jVK-kR3k6w/R_35TKCw5kI/AAAAAAAAAJw/Vp8Umd4fI2k/s72-c/Sol+e+Chuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-1099216497488498872</id><published>2009-03-14T11:27:00.001-03:00</published><updated>2009-07-26T23:41:26.086-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div id="ms__id150"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sbu_OQ3784I/AAAAAAAAAB4/zNRyASvAjm0/s1600-h/O+Her%C3%B3i.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313050437182288770" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 230px; height: 175px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sbu_OQ3784I/AAAAAAAAAB4/zNRyASvAjm0/s320/O+Her%C3%B3i.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id154"&gt;&lt;br /&gt;Era feliz. E agora o quê? Tal pensamento pareceu-lhe ter a imobilidade instável das cenas de certos filmes chineses, em que os personagens ficam suspensos por um átimo, medindo-se no espaço, antes de desferirem um golpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugestionada pela imagem, tentou antecipar o movimento de um seu possível adversário, se é certo que sempre há forças em oposição ao sonho que acalentamos. Ainda assim, sabia-se feliz. E inquietou-se. Intuiu com grande cansaço que tudo era fugidio. Sina dos mortais: temer a perda. Sem falar da preguiça de reconstruir-se, trabalho lentíssimo, a que sempre faltam pedaços...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem que nada, objetivamente, se alterasse em torno a ela, sentiu-se infinitamente miserável, a felicidade pulsando-lhe na palma da mão como o coração de um pássaro assustadiço, a que não é possível proteger para sempre. Por toda parte perpassava um agouro de predação. &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id152"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id153"&gt;...Ou foi só a lufada de vento que lhe enregelou a face?&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id149"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-1099216497488498872?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/1099216497488498872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/03/era-feliz.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1099216497488498872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1099216497488498872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/03/era-feliz.html' title=''/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sbu_OQ3784I/AAAAAAAAAB4/zNRyASvAjm0/s72-c/O+Her%C3%B3i.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-2301560449594765280</id><published>2009-03-13T21:17:00.002-03:00</published><updated>2009-07-26T23:46:06.671-03:00</updated><title type='text'>Sem Roteiro ou Direção: A Personagem</title><content type='html'>&lt;div id="ms__id99"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sbr8stc8O1I/AAAAAAAAABw/G3xv0jpiI-0/s1600-h/mulher_com_gato.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312836555482348370" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 242px; height: 320px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sbr8stc8O1I/AAAAAAAAABw/G3xv0jpiI-0/s320/mulher_com_gato.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sbr59O50wkI/AAAAAAAAABo/AjKwMzl2vM0/s1600-h/MulhercomGato.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div id="ms__id100"&gt;Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id226" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;-&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; Corta! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:lucida grande;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id228" align="justify"&gt;Fosse ela o diretor, teria a cena se interrompido com naturalidade, os figurantes retomando docilmente suas posições iniciais, sem o olhar de estranheza que lhe lançou o rapaz, levantando-se para fazer soar o aviso sonoro de requisição da próxima parada (logo ela, que detestava atrair para si a mínima atenção). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id230" align="justify"&gt;A verdade é que também ela se surpreendera com a própria voz, mas, como a lágrima ainda insistisse em embaçar-lhe a visão, gemeu para si mesma, com o cuidado de ser inaudível: corta...! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id231" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A voz de comando se desfizera inteiramente, cedendo lugar a um tom quase de súplica. E se a lágrima ainda não rolara pesadamente pelo seu rosto era somente porque tinha cílios longos, o que aumentava em preciosos milímetros a distância que a separava (à lágrima) de seu desamparado salto para a protuberância das bochechas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id232" align="justify"&gt;Antecipou-se à queda da lágrima, enxugando-a com a ponta implacável de um dedo, ao mesmo tempo em que se virou, sorrindo desconcertadamente para seu novo vizinho de assento, dizendo-lhe, como quem se justifica “imagine!”. Este, que estivera absorto, ouvindo música todo o tempo, pensou que tivesse chegado seu ponto, fez menção de levantar-se para lhe dar passagem. Ela, atrapalhando-se mais, apressando-se em esclarecer: “não, eu não...não foi nada”. E voltou-se rapidamente para a janela, recostando-se na cadeira com grande alívio, rindo-se um pouco de si mesma: achar que perceberiam... “Imagine!” - Disse já sem sobressalto, convencida de sua invisibilidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E se pôs a observar seus próprios pensamentos. Os quais, por se sentirem observados, adquiriram, instantaneamente, uma certa solenidade e ficaram organizados e limpos como o caderno de uma menina aplicada. Começou então a fazer listas, listas de muitas coisas:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- das pessoas que lhe foram mais importantes nos últimos anos; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- com quantas delas ainda mantinha contato; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- quais as pessoas com quem acha que ainda manteria contato nos próximos anos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E como a garganta se contraísse ante a uma lista e outra percebeu que ela ainda estava lá: a emoção. Mas por quê? Um dia tão comum...! E a palavra “comum” pensada assim, inadvertidamente, estreitou-lhe o estômago, quase precipitando-lhe novamente às lágrimas. Arre! Que campo minado são os sentimentos em dia de chuva, concluiu, recostando-se novamente no espaldar da poltrona, ajeitando as costas, como quem procura aconchego em atitude de clara cumplicidade para com sua, até então, inesperada sentimentalidade. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Paciência! – disse, então, soltando o ar pelo nariz. E o vizinho, que se organizava para deixar o coletivo, olhou-a de novo, de relance, com ar interrogativo, o que a fez afundar-se ainda mais em seu assento. Ah, o patético teatro da solidão nas grandes cidades! E abriu os braços (pateticamente) em desalento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não fosse o caminho tão longo...! E não sabia se falava efetivamente da distância ou se fizera involuntariamente uma metáfora. Não tinha mesmo jeito: estava significativa. E, veja só, justinho hoje não havia qualquer esperança de interlocução...! Talvez por isso as palavras lhe escapassem ao acaso, pontuando o diálogo interior, interpelando, involuntariamente, os passantes. Cada um com seu artifício...assumiu. E lembrou-se com amolecida ternura (quase mesmo piedade) da senhora dos gatos. Senhora dos Gatos! - experimentou a expressão, isolando-a do contexto. E, dita assim, mais parecia um título nobiliárquico, o que ainda mais aumentava sua piedade, ao lembrar-se da cena. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É que estava, certa vez, sentada nos degraus da escada que dá para a rua estreita e suja de seu trabalho. Aguardava o táxi (também naquela ocasião chovia) e ela havia se concedido o pequeno luxo burguês de aguardar o táxi vir buscá-la à porta (inóspita) do prédio (inóspito). Sentara-se no degrau e adquirira ares de planta decorativa (também ela temia ser interpelada pelos passantes...). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dado o trânsito de pessoas que saiam do prédio sem cumprimentá-la, chegou mesmo a desconfiar que seu mimetismo, de tão perfeito, a fizera cinza como as paredes do prédio. Mas eis que viu o felino se aproximar com ar expectante, olhando com grande interesse para o hall de entrada, a patinha suspensa à frente (então também disfarçam os felinos?) como se a fosse lamber, mas desistisse. Chegou-se mais próximo à porta, cautelosamente. O corpo protegido ao longo do muro, apenas a cabeça em atitude curiosa, espreitando. E foi então que viu sair a...a... a Senhora dos Gatos, pois! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trazia consigo uma bandejinha com ração, que - é preciso dizer - colocou com certa solenidade ritualística no outro lado da rua. O gato se aproximou da bandeja, não da mulher. Mas ela o olhava com desprendido encantamento, e lhe falava coisas carinhosas, a voz farpada de fumante aveludando-se com esforço.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então voltou para o hall de entrada e deu instruções aos porteiros sobre como alimentar os gatos no fim de semana, deixando aos cuidados de um zelador um grande pacote de ração, mostrando-lhes a medida do que devia ser servido a cada dia, indicando com as mãos os pontos da rua em que a bandeja deveria ser colocada, afinal, em dias de chuva, tinha o bichano que driblar as poças d’água da rua de calçamento irregular.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os outros passavam apressados. Despediam-se (se tanto) com um meneio de cabeça e sumiam na curva da esquina, com grande pressa...se a aula ou o amor, certo é que algo os esperava. Mas a Senhora dos Gatos não tinha pressa alguma. Acendera já o segundo cigarro. E era magra, como se tivesse tido o cuidado de se manter minimamente atraente, para caso o acaso de um caso... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;...E lá estava ela de novo ‘personageando’ os circundantes, que mania! Que faria a Senhora quando se despedia dos gatos que lhe emprestavam o aposto? Moraria numa ruazinha transversal do Catete, prédio antigo, sem elevador? Imaginou-a subir cinco lances de escada, parando de quando em quando para puxar o ar, sofregamente. Pararia à porta de seu conjugado, bateria à porta antes de abri-la, algo assim como um ritual de si para si mesma, já que era certo que ninguém abriria. Talvez para dar tempo aos fantasmas de se esconderem... Não ficava bem irromper assim nos aposentos alheios...Mas se era dela a casa!!! Saberia a Senhora dos Gatos ser senhora também de sua casa?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" id="ms__id221" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A pergunta voltou-lhe no espelho como um bumerangue, despertando-lhe do transe. É que ela mesma já chegara em casa, levada sonambulamente pela esteira da digressão com a história da Senhora dos Gatos. Nem se dera conta... O marido estava fora, a negócios, de modo que, quando abrisse a porta, teria ela também uma casa inteira para ocupar com seu pouco corpo de muitos sentidos. Ah, que a música fizesse as vezes e fosse espantar as presenças invisíveis ou as ausências visíveis dos demais cômodos! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" id="ms__id102"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" id="ms__id223" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sentada ao sofá, as luzes ainda apagadas, crescia. Crescia no prazer de estar só. Crescia-lhe o prazer de estar sendo. E, em silêncio, com a mão ao lado do colo, segurando o invisível cetro, reinava soberanamente sobre a solidão do apartamento, aguda e sólida como o rochedo do corte do Cantagalo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" id="ms__id225" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Corta!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;" id="ms__id101" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id103" align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-2301560449594765280?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/2301560449594765280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/03/sem-roteiro-ou-direcao-personagem.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/2301560449594765280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/2301560449594765280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/03/sem-roteiro-ou-direcao-personagem.html' title='Sem Roteiro ou Direção: A Personagem'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sbr8stc8O1I/AAAAAAAAABw/G3xv0jpiI-0/s72-c/mulher_com_gato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-3432026077941587621</id><published>2009-03-04T22:59:00.001-03:00</published><updated>2009-07-26T23:43:40.951-03:00</updated><title type='text'>Germiniscências</title><content type='html'>&lt;div id="ms__id521"&gt;- &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sa89OmiPNDI/AAAAAAAAABg/DLYzaAP3V_8/s1600-h/perfume.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309529806764717106" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 200px; height: 195px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sa89OmiPNDI/AAAAAAAAABg/DLYzaAP3V_8/s200/perfume.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id74" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saiu da loja de perfumes, aproximando suavemente o pulso do nariz, para sentir-lhe a fragrância. A mão pendia-lhe oblíqua, com as costas voltadas para fora, como na pausa coreográfica de uma bailarina, revestindo de elegância o distraído gesto. Sim, havia qualquer coisa nela que dançava! Seu caminhar tinha a leveza volante de um invisível voil, vinham e iam as ancas em balanço pendular, cadenciadas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id75" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id71" align="justify"&gt;Seria a mulher a rosa que se cheira? -brincou-lhe o pensamento a propósito da estampa floral que vestia. Tudo nela exalava um aroma frutado de flor fecunda, doce, doce, olhos dulcíssimos, rebrilhando úmidos como o vértice de um hibisco. Apertou o ventre com as mãos em concha, como a proteger um enigma e atravessou a rua, o sinal ainda aberto aos carros, em atitude desafiadora, só para vê-los curvarem-se sob o comando de uma súbita frenagem à altivez da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostou da idéia de que as coisas em volta dela, a partir de então, desacelerassem. Havia mesmo mais silêncio, como quando cai a neve e suprime-se o barulho dos passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou-se tomar pela visão íntima de uma paisagem toda branca, a que associava, paradoxalmente, um calor de Glühwein, bebido em pequenos goles - o vinho que se serve quente e condimentado nas festividades teutônicas do Advento. A evocação inebriante do cheiro macerado de cravo, uva e anis, levou-a a fechar os olhos, inalando gulosamente o ar até o limite dos pulmões, retendo um pouco a respiração, como a perscrutar vestígios das notas exóticas do aroma dentro de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levada pela correnteza das associações sinestésicas, sintetizava em sinapses rápidas experiências diversas, sensoriais ou não, resultantes do intelecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tinha ainda a sugestividade da palavra “Advento”, cujo conceito fulminara-lhe sob uma conotação inteiramente nova...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os parênteses se abriam em sua mente com o poder de multiplicação de bonequinhas russas, as memórias saindo umas de dentro das outras, em uma infinita cadeia remissiva, um fio contínuo de histórias que era, no fim das contas, o que lhe arrematava a tessitura do ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Munia-se, inconscientemente, de referências, tantas quantas possíveis, sobre o processo de viver: suas sensações, suas razões, suas implicações, seu sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que nunca precisava entrar em contato com a natureza das coisas, sistematizar o precário saber, como o pássaro laborioso a construir com fragmentos a dimensão imaterial do ninho, pois suspeitava estar incumbida de transmitir, mais do que a realidade do corpo, um modo de estar no mundo, de relacionar-se com ele. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id72" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id73" align="justify"&gt;...Os que julgam que a criação é forma apenas de forjar a criatura, desconhecem a carga transformadora do ato de criar, donde o próprio criador se origina. Origens...Origem. A palavra escancarou-se como a boca de uma baleia, tragando-a para dentro. (A lucidez nela aguçou as retinas, tentando recuperar a nitidez dos contornos ao adentrar o escuro mistério.)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id132" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id118" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-3432026077941587621?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/3432026077941587621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/03/o-cheiro-memoria-e-o-novo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/3432026077941587621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/3432026077941587621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/03/o-cheiro-memoria-e-o-novo.html' title='Germiniscências'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sa89OmiPNDI/AAAAAAAAABg/DLYzaAP3V_8/s72-c/perfume.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-7638860072042467283</id><published>2009-03-04T13:21:00.000-03:00</published><updated>2009-03-04T13:27:00.858-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.germinaliteratura.com.br/imagens/sena_janela.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 193px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px" alt="" src="http://www.germinaliteratura.com.br/imagens/sena_janela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As possibilidades, variáveis impossíveis de se controlar… controle, ilusão ingênua de que há razão para tudo que se passa por aqui. Não necessariamente, não precisamente, não. A única certeza que mantém sua credibilidade inabalável é a de que tudo muda o tempo todo... e há as virtudes, as doces virtudes que acabam por materializar, nem que seja no papel um diálogo possível entre o desejo e o que se coloca frente a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se ter coragem para deixar a alma olhar tranqüila através das janelas dos olhos, caso contrário, o entorno transforma-se em cenário pobre e tedioso de tanto que a alma está, o tempo todo aflita, olhando apenas pela fresta da janela e de soslaio!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elisangela Batista Barbosa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-7638860072042467283?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/7638860072042467283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/03/as-possibilidades-variaveis-impossiveis.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/7638860072042467283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/7638860072042467283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/03/as-possibilidades-variaveis-impossiveis.html' title=''/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-1810309621695729897</id><published>2009-02-17T22:02:00.000-03:00</published><updated>2009-02-17T22:13:47.706-03:00</updated><title type='text'>Encantada</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.helderdarocha.com.br/blog/tatyana.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 378px" alt="" src="http://www.helderdarocha.com.br/blog/tatyana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encantada, lia sem descolar do rosto o sorriso condescendente de quem sabe exatamente do que trata o outro naquelas linhas traçadas com capricho, o pensamento ainda garranchado cheio de sentimentos tumultuados. Era o texto como um quadro que todos desenhavam, mais hora menos hora, pintado com a descrição das primeiras descobertas, contendo as confusões de quem acaba de chegar, as desilusões primárias, os questionamentos do óbvio sempre presente, mas nunca dantes visto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trilhava ela o caminho proposto pela outra, parágrafo à parágrafo, sem respirar, sabendo que qualquer reação que tivesse seria tomada por sinal de algo, quando nada havia a assinalar a não ser o que já se desenhava ali. Então, o que achou? Piscava, os olhinhos pequenos e despertos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Achava de dar-lhe um abraço forte de irmã para, quem sabe, passar para ela toda a força resignada de quem já gastou aquelas trilhas e se perdeu e andou em círculos e caiu e levantou e enfim seguiu adiante! A força renova-se como a fênix... mas ela ainda não sabia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Achei bom, está ótimo! Tem certeza? Tenho, está bem escrito, claro e honesto. Isso sim, bem honesto mesmo, abri meu coração! E dizia assim com o punho cerrado sobre o peito. Sorriram, um sorriso sereno e amoroso e um tenso, de lábios apertados, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você acha que eu devo mandar? Ora, mas não foi escrito justamente para ser lido? Sim. Então, já nem é mais seu querida, já é do outro. Você acha? Era como assistir aos primeiros passos... eram os primeiros passos! Acho, acho que deve mandar, como se estivesse a liberar um passarinho da gaiola.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com essa imagem assim colocada os olhos dela marejaram, baixou a cabeça ruiva, cheia de cachos grossos e caraminholas. Dobrava o papel com gestos de mágico que faz desaparecer. Você já mandou cartas assim? Deus, foram tantas escritas e tão poucas enviadas, foram tão espremidas e extraviadas, algumas nunca respondidas, foram simplesmente ignoradas...Sim, já mandei cartas assim, claro, há vezes em que coisas ficam melhor colocadas no papel, sabe?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É, acho que sim. Mas não sei, mas vou mandar assim mesmo. Sorriu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um não saber infinito, uma ausência de fronteiras, de limites, uma constelação de sentimentos que experimentados com paixão rendiam era num outro Halley, rasgando seu céu, explodindo afinal em mil impressões e nenhuma certeza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elisangela Barbosa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-1810309621695729897?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/1810309621695729897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/02/encantada-lia-sem-descolar-do-rosto-o.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1810309621695729897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1810309621695729897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/02/encantada-lia-sem-descolar-do-rosto-o.html' title='Encantada'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-2300241318148681021</id><published>2009-02-11T23:00:00.000-02:00</published><updated>2009-02-11T23:17:31.834-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aspirando zabumbas, tambores e triângulos, sentindo a brisa da terra que nos gerou e alimentou com sua poeira carregada de histórias que nos sacudiram o corpo e enxovalharam a alma, transportadas pelo som para nossas origens mais primitivas e viscerais trocamos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De: Filha das Gerais&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para: Flor do Crato&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assunto: Chamada dos Santos Africanos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amiga, que coisa incrível! Estou bem aqui amando o cordel bem todinho ele… mas quando entra na música cinco e minhas raízes se sacodem, num manifesto de pertencimento, arregalo os olhos e procuro na palavra escrita uma explicação para tamanho rebuliço... quando descubro: é o momento do chamado dos santos africanos... ah, entendi!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De: Filha das Gerais&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para: Flor do Crato&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assunto: Chamada dos Santos Africanos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Zabumba zunindo no colo de Deus… ai.... que tortura tudo isso dentro da imobilidade necessária neste lugar!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De: Flor do Crato&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para: Filha das Gerais&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assunto: Chamada dos Santos Africanos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ontem era eu a dançante estátua, congelada em meus movimentos...a lágrima nem ousando molhar o chão seco, duplamente seco, porque infértil daqui... No Nordeste, pelo menos, o seco é latência. Aqui é suspensão (!)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De: Filha das Gerais &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para: Flor do Crato&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assunto: Chamada dos Santos Africanos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que é o poeta Zé da Luz?! O que é o purtugûez correto dele???? MEU DEUS??? E esse é um brado louco querendo a liberdade!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De: Flor do Crato &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para: Filha da Gerais &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assunto: Chamada dos Santos Africanos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejo que te arrebatou!!! Que alívio...! Minha nordestinidade encontra ecos nas tuas geraes....!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De: Filha das Gerais &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para: Flor do Crato&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assunto: Chamada dos Santos Africanos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah se encontra, a terra ecoa em quem é de terra sem que o nome dela muito importe... essa apropriação do idioma me deixa feliz, me soa como galhofa amiga de quem é de casa, de quem é íntimo... me lembra vovô, que sempre que se surpreendia com algo dizia de rabo de olho, meio riso num canto da boca, mineiríssimamente: “mai eu vô ti falá contigo, ói”. No fim das contas acho que ele também era poeta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ele fecha a porta no fim, como quem tira de mim o brinquedo mais querido dessa hora…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De: Flor do Crato &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para: Filha das Gerais&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assunto: Chamada dos Santos Africanos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, a liberdade de dizer as coisas do interior (e olha aí o trocadilho de novo!) se traduz numa quase reinvenção da língua! É outra iconografia, são outras imagens as evocadas, são outros nomes para as mesmas coisas. Nomes que não se gastam, pela sua incorruptível espontaneidade. São todos poetas, eu acho! Veja o velho Mané Preto, neto de escravos no Ceará, que morava numa fazenda chamada “Direitos” (ai ai...) e que disse, para meu deleite, quando perguntado do que mais gostara em Fortaleza, que tinha sido daquele portão que se abria “por natureza”!!! Isso nos põe imediatamente reconciliados com o automatismo dos mecanismos! Já não via os portões automáticos com os mesmos olhos e, sim, com o carinho do mistério que tinham tido para quem ainda tinha olhos de ver o milagre das coisas. Afinal, já alertava Drummond:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“As coisas, que tristes são as coisas consideradas sem ênfase!” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adoro as hipérboles do meu povo, a ligação direta para com a carga dramática e cômica de tudo, a síntese dos contrastes, a capacidade do riso e do choro, do choro gargalhado, do riso chorado, a capacidade de ter o coração úmido e fecundo na terra esturricada! Meu povo é da linhagem dos cactus, sobre os quais se lê assim na enciclopédia: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Seus caules expandiram-se em estruturas suculentas verdes perenes contendo a clorofila necessária para vida e crescimento (...)”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais do que defesa, o espinho é um disfarce para a coisa toda tenra de que, intimamente, consistimos... Nós, do elemento terra, nós, do barro de existir, nós com as raízes enterradas até a seiva oculta da vida!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De: Filha das Gerais &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para: Flor do Crato&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assunto: Chamada dos Santos Africanos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso tudo lá no blog, planto eu ou planta tu? ;O)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De: Flor do Crato &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para: Filha das Gerais &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assunto: Chamada dos Santos Africanos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Plantações à parte, colheremos juntas e é isso que importa ;-)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-2300241318148681021?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/2300241318148681021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/02/aspirando-zabumbas-tambores-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/2300241318148681021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/2300241318148681021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/02/aspirando-zabumbas-tambores-e.html' title=''/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-5042053968636030641</id><published>2009-01-30T00:09:00.001-02:00</published><updated>2009-07-26T23:44:55.136-03:00</updated><title type='text'>Vegetativo</title><content type='html'>&lt;div id="ms__id186"&gt;&lt;em&gt;Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia gastou-me até o caroço de mim. O tempo e suas mandíbulas de ponteiros roeram-me ainda o hermético núcleo, empurrando-me contra o duro palato, para, então, girar-me contra a língua espessa das horas à cata de alguma sobra nas reentrâncias. Julgando que me esgotara, deitou-me fora, farejando os restos com o desdém dos cães às tigelas vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Mas o caroço é a astúcia das coisas, resguardando-se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partisse-me o grão, aí sim, mordia-me em cheio o ser. Na porção-grão irredutível de mim, germino a lenta reinvenção da força. Afinal, a palavra de ordem de toda semente é vingar... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id98"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id99"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-5042053968636030641?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/5042053968636030641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/vegetativo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5042053968636030641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5042053968636030641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/vegetativo.html' title='Vegetativo'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-4278843742172778319</id><published>2009-01-28T01:06:00.000-02:00</published><updated>2009-01-28T01:08:05.021-02:00</updated><title type='text'>Suas notas me remetem a...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desfruto agora de um momento raríssimo de se viver nesses últimos tempos... intervalo! Estou em um intervalo!!! Engraçada essa sensação de lugar para descrever um tempo, estou em um intervalo. Para aqueles que já esqueceram, intervalo é um tempo que se situa entre uma coisa que aconteceu e outra que está para acontecer (acrescentem outras definições para intervalo os que puderem!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a modernidade, intervalos são cada vez mais raros uma vez que, existindo um tempo entre uma coisa que terminou e outra que vai começar, costuma-se fazer aquelas coisas para as quais não sobra tempo algum. Ocorre que nesse intervalo em especial me encontro sem nada para fazer... então volto-me ao caro exercício de observar e transcrever o que minhas lentes captam, para continuar treinando a caligrafia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que, de repente, me deparo com uma coisa incrível, que a maioria de nós já viu, mas me pergunto se reparamos...um balé, estava acontecendo bem diante dos meus olhos o balé das canetas rodopiantes!!! As pessoas rodavam canetas dos mais vários tipos por entre os dedos, e não sei se era o movimento hipnotizante das canetas ou o desconforto de um momento onde o ser se vê obrigado a – das duas uma – estar consigo e consigo mesmo ou estar com o próximo, que nesse caso está à distância de uma cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o exercício da dança das canetas parece ter congelado os olhares...e surgiu então um outro intervalo, o intervalo entre a caneta que roda freneticamente e o fazer algo com o breve momento em que não se tem absolutamente nada prescrito, pré-estabelecido ou determinado para fazer.... mas o que? Deus o que faremos se ninguém nos disser o que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns tentaram, eu vi, posso servir de testemunha, tentaram estabelecer contato com outros através de tímidos desvios dos olhos das canetas para o próximo, mas este já tinha sua própria caneta e voltávamos à estaca zero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se levar em consideração que era uma sala de aula (e não, salas de aula como aquela não intentam propiciar qualquer tipo de interação), há que se considerar que já era noite e que a maior parte dos indivíduos que ocupavam aquela sala tinham atrás de si um dia inteiro, cada qual com a sua porção de horas, mas ainda assim admito que me arrepiou o frio da distância entre as pessoas.... Curioso, uma distância (enorme) dentro de um intervalo (tão curto)... isso me remete a algum conhecimento que devem ter plantado dentro de mim mas que tenho a impressão de não me pertencer... tem alguma coisa que ver com matemática? Não, não, era física. Era?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? Agora são os números plácidos dentro dos relógios nervosos, devidamente amarrados aos pulsos cerrados, aliás, alguém sabe me responder por que razão no mundo cerramos os pulsos para ver as horas?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, agora seremos todos salvos! Não criemos pânico... o professor acaba de entrar e ouvi-se o uníssono dos suspiros de alívio... o intervalo acabou!!! Está restabelecida a ordem e finalmente voltaremos a fazer... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elisangela Barbosa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-4278843742172778319?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/4278843742172778319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/suas-notas-me-remetem.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/4278843742172778319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/4278843742172778319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/suas-notas-me-remetem.html' title='Suas notas me remetem a...'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-6384126547209290057</id><published>2009-01-27T23:48:00.000-02:00</published><updated>2009-01-30T01:13:19.039-02:00</updated><title type='text'>Notas distraídas</title><content type='html'>&lt;div id="ms__id60"&gt;Enfim, uma maneira confortável de escrever: reclinada sobre o sofá, joelhos flexionados, improvisando encosto ao laptop, pousado sobre a barriga como um caderno de anotações - sinônimo a que, aliás, faz jus. &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id61"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id69"&gt;O notebook e sua encadernação de duras capas está aberto, ofercendo-me o fecundo ventre. A face branca da folha virtual desfraldada à altura de meus olhos. Escrevo sem olhar-lhe as teclas e lendo, assim, com espanto bíblico, o que se escreve à minha frente, sem que saiba a mão direita o que digita a esquerda, como se o fato de eu não as olhar enquanto escrevo, tornasse-me as mãos alheias e, por isso mesmo, mais livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seremos sempre mais livres enquanto distraídos de nós mesmos? &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id70"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id68"&gt;Pelo menos é assim que cantarola, sem pudor nem afinamento, a funcionária da limpeza, quando entra no elevador, mesmo se cheio. Os olhos, trá-los sempre fixados, não no chão, mas nos espaços vazios entre as pessoas, o que, dependendo da dolência da música, confere-lhe, convenhamos, uma risível teatralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque não nos fite e não nos surpreenda jamais, fitando-a, é que canta a funcionária da limpeza, protegida sob sua presunção de invisibilidade, sem dar por si, ou, pelo menos, sem dar-se demasiada importância, motivo pelo qual passa não-detectada pelo crivo de qualquer possível auto-censura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, certamente, dentre os que ali vamos gogós engravatados que bem gostariam de fazer-lhe coro... Mas seria preciso afrouxar a gravata, o que traz, por si só a consciência de se ser alguém, com uma determinada ocupação, em razão da qual se tem que trajar gravata, mesmo em dia tão abafado (maldito trocadilho!)... E todos sabemos que não há nada que anule mais a voz de uma pessoa do que um nó na garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desço do elevador, aprisionada, nó na garganta pela música que não cantei ("olha a voz que me resta!"). Caminho em direção à saída (há saída?), enquanto a música segue ("olha a veia que salta") cantando-se / calando-se na minha cabeça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...)Por favor, &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id64"&gt;Deixe em paz meu coração(!)”...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ms__id139"&gt;- Roberta Mendes&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-6384126547209290057?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/6384126547209290057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/notas-distraidas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6384126547209290057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6384126547209290057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/notas-distraidas.html' title='Notas distraídas'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-1897684921330897526</id><published>2009-01-26T00:32:00.001-02:00</published><updated>2009-07-26T23:48:15.262-03:00</updated><title type='text'>O Banho</title><content type='html'>&lt;div id="ms__id68" align="justify"&gt;- Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Críticas haverá, e com razão, sobretudo dos ecologicamente engajados, à minha irredutível confissão: eu adoro tomar banho! Desapressadamente, bem entendido. Não foi por falta de conscientização ambiental, é preciso que se diga. Em vão a mãe onisciente, dando pela minha prolongada ausência nos espaços comuns da casa, protestava ante à porta do banheiro:&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id69" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id80" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id35" align="justify"&gt;- Minha filha, a água do planeta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id70" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id81" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id36" align="justify"&gt;E com isso cumpria a missão milenar da maternidade de nos infligir, em tantas nuances quanto possível, a irremissível culpa cristã. De modo que não há a quem mais responsabilizar, senão a mim mesma, por esse pouco comprometimento com as reservas líquidas da humanidade. Se serve de desculpa pública, é das poucas searas em que permito que o hedonismo sobrepuje o sentimento de dever moral Também aqui haverá protesto dos que me conhecem bem... Ignoremo-los em nome da fluência narrativa...&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id82" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id84" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id37" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todos os que tivemos, na infância, que dividir o quarto com um irmão, por maior comunhão afetiva de que se revestisse o fraterno convívio, todos os que fomos criados nesse gênero amputado de casas que são os apartamentos, casas sem quintal ou jardim que nos servisse de esconderijo para os rompantes de evasão familiar, principalmente se éramos de índole mais retraída ou contemplativa, todos, acredito, ansiávamos pelo momento do banho, para estarmos, finalmente, a sós conosco mesmos. Pois o banheiro era o último bastião da privacidade, o lugar em que estávamos legitimados a ficar de portas fechadas, a salvo, portanto, da implacável onisciência materna de que falávamos. &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id85" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id74" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ali não entravam os deveres da escola ou o invasivo olhar do outro que, mesmo de forma sutil, tantas máscaras nos ía vestindo ao longo do dia. "O coração é teu, mas o semblante é do próximo", dizia o pai, o que era uma maneira mais poética, certamente, e não menos eficaz, de dizer "engole o choro".&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id73" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id72" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id40" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma vez no banheiro, portanto, tirava o sorriso como uma grossa maquiagem e, se era dia de chorar, chorava, diluída no fio contínuo da água que me lavava de todos os disfarces. &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id87" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id86" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id39" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se bem que não só a tristeza se desafogasse no banho... Ali tinham espaço alegrias que também não convinham ser exploradas publicamente. Eram alegrias do corpo, descobrindo-se (ah, tudo ali eram rituais de despir-se). De modo que às vezes, dava-se justamente o contrário, isto é, despida a máscara de seriedade, tomava lugar o sorriso malicioso, lembrando do beijo que me roubara o primo, do canto dos lábios, na frente de todos, mas sem que ninguém percebesse, embaralhado nos cumprimentos de praxe. Estes primeiros embates com a astúcia masculina intrigavam-me por horas, pelo poder mobilizante que me faziam adivinhar da natureza feminina sua vocação de presa. &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id76" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id75" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id38" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E olha que, naqueles tempos, os banhos eram sempre frios, que não tínhamos, por ser absolutamente desnecessário, calefações outras que não o inclemente sol alencarino. A pele adolescente, retesada de juventude, como a carne branca da lichia explodindo em sumo ao menor contato com qualquer (ainda que delicado) apetite, vivificava-se inteira sob o jorro fresco da água, acometida de arrepios, potencializados, possivelmente, pelo transtorno dos hormônios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id83" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id41" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ai, sentir-me escorrer os cabelos como nas chuvas da infância! O banho eram as chuvas da infância, e a cachoeira, e qualquer coisa que desencadeasse essa memória genética de estar em interação com o elemento líquido de onde emergimos. Daí, talvez, a renovação de ânimo com que saía, cabelos molhados, do banho, como que renascida. E predisposta aos grandes acontecimentos. Pois o banho pontuava o dia, precedia o encontro com os amigos, o passeio na praça, o olhar do garoto de que se gostava, a entrevista de emprego. O banho precedia também, e invariavelmente, a viagem. &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id79" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id71" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id131" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois, como quase tudo, o banho rendeu-se ao utilitarismo da rotina, reduzindo-se drasticamente em duração, para júbilo dos ambientalistas, e, certamente, em prazer, para lamento meu. Mas, sempre que posso, sempre que se abre no dia uma fresta para a possibilidade de fruição, lanço-me sem culpa ao antigo ritual, apagando as luzes da casa, providenciando no quarto contígüo alguma música e fechando, deliciada, a porta atrás de mim, que é uma forma de me delimitar, enquanto indivíduo, do resto intruso do mundo. Então ligo o chuveiro, fazendo-me farta chuva, que durará o tempo que leve uma tempestade, até que de mim se tenha vertido a última gota - impossível definir se me lavo ou se transbordo de plena nudez, de toda a nudez possível, felicidade orgânica, realidade imediata do corpo!&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id165" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id166" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id78" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ms__id77"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-1897684921330897526?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/1897684921330897526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/o-banho.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1897684921330897526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1897684921330897526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/o-banho.html' title='O Banho'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-7233365391277326959</id><published>2009-01-21T03:20:00.000-02:00</published><updated>2009-01-24T16:22:59.497-02:00</updated><title type='text'>o dia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Farto, um dia farto de informações. Determinou-se que hoje seria dia de sopa de entulho (aquela que tem de um tudo dentro) e às colheradas, que pingavam antes de chegar à boca o caldo grosso e suculento das emoções ali contidas, o espírito irrequieto foi alimentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha fome de fato (e de fatos!), tinha fome sempre, um desejo renitente de compreender, de experimentar, de saber... e como os desejos mais verdadeiros tendem a se realizar, a fome hoje cedeu à dieta pesada das emoções mais dispares e intensas que compuseram a mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando já pela metade ela continuava tenaz no seu objetivo de ordenar o mundo, tarefa que vem lhe consumindo desde tempos imemoriáveis, mas que é preciso! É preciso limpar, renovar, organizar, livrar-se do que julga não ser mais necessário. Tal qual uma formiga laboriosa, incansável, move de um lado para o outro caixas, papéis e palavras. Sim, finalmente poderá livrar-se de todas aquelas palavras que sequer lhe pertenciam para acomodar outras, quem sabe, que lhe caiam bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse desfolhar infinito que servia à verificação do que poderia ser pertinente ou não, do que poderia ocupar ainda lugar em seu espaço, ela re-descobre – fingindo bem para si mesma um certo espanto – em meio aos escombros de textos amarelados um tempo em que era outra e nem sabia ainda o que queria ser quando crescesse. Pois eis que lá se encontrava um lugar ao qual pertenceu durante um tempo, em um espaço onde cabia (ao que parece) sempre dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do calor insuportável que fazia lá fora e da nostalgia sufocante que começava a abate-la cá dentro, achou uma folga de suas arrumações para a merenda e pôs-se a cozinhar. Cozinhou, ato que continha o prazer das brincadeiras de menina com suas panelinhas multicoloridas, cozinhar pressupunha concentração nos sentidos de maneira que os sentimentos podiam descansar um pouco. Alívio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comeu, choveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma visita feliz que será feita ainda hoje. Enquanto percorre a distância entre o eu e o outro, pensa carinhosamente, “agora quem vai visitar sou eu”! Sorri, se perde, aliás, caminhos foram feitos também para serem perdidos, e encontra por puro capricho um fantasminha camarada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Susto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joga os dados. Caminhe duas casas. Pára um táxi cujo motorista afirma com veemência “minhas pragas pegam!”, chega ao seu destino tensa e aliviada (paradoxo que se retro-alimenta...). Abre-se então o portal da troca e as possibilidades são elevadas à sabe-se lá que potência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acolhimento da amizade suaviza e fortalece, prepara tudo para que se deleitem as amigas com o desfile inesgotável de histórias, questões, sentimentos, impressões, desejos, frustrações, poesias, experiências, músicas, filmes, retratos (falados e impressos), gargalhadas, dores, inclusive as de saudades, e outras também. Enfim, uma infinidade de coisas e não-coisas absolutamente imprescindíveis para que o movimento não pare.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A despeito do calor, hoje foi dia de sopa, mas não foi qualquer sopa, foi aquela que tem de um tudo dentro, aquela que alivia a fome e fortalece, que a prepara para a continuação da caminhada!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elisangela Barbosa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-7233365391277326959?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/7233365391277326959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/o-dia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/7233365391277326959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/7233365391277326959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/o-dia.html' title='o dia'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-6307447447287541568</id><published>2009-01-19T23:53:00.000-02:00</published><updated>2009-01-20T00:56:42.829-02:00</updated><title type='text'>Falando nisso...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As vibrações de um dia azul que nasce depois de muita, muita, chuva, entram por olhos e narinas despertando no corpo o desejo da renovação… o corpo repassa o choque ao espírito, que acorda. Espreguiça forte. Sorri com todos os dentes de quem celebra. Levanta-se, e acabo por ser obrigada a escrever! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem saber se faço bem ou mal, vou fazendo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As palavras são os tijolos amarelos que preenchem a estrada por onde meu espírito trilha seu caminho de dentro para fora, tornando inteligível o mundo de fora para o mundo de dentro e devolvendo o mundo de dentro ao mundo de fora. Feito aquele espelho do conto de Machado, nosso bruxo curandeiro, que as manipulava feito antídoto do veneno que lhe inflamava o peito e as vistas - pois como observava o Machado, era quase antropologia aquilo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ordem, os nomes das coisas (concretas ou abstratas) são absolutamente imprescindíveis!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descrever imagens e contornos cujas cores serão dadas pelos que lêem, o prazer de provocar sensações, o saber que o outro, por vezes desconhecido, reagirá e responderá às palavras lidas, ainda que involuntariamente, pois as palavras perpassam o corpo. Bolindo desavergonhadamente conosco, rindo das reações que causam posando ali, estáticas no “papel”, mas dançando soltas e loucas, feito os piões dos meninos dentro da cabeça dos outros... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há o prazer de fazer aos outros e o prazer de fazerem conosco. A palavra, especialmente a escrita, torna possível uma das brincadeiras mais legais de todas, a troca, e também a troca de palavras! ;O)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Falando nisso... &lt;em&gt;"comigo não tá"!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SXUx5crclxI/AAAAAAAAABY/2uGSJlw64Cs/s1600-h/fofoqueiras.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293191800064612114" style="WIDTH: 298px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SXUx5crclxI/AAAAAAAAABY/2uGSJlw64Cs/s320/fofoqueiras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Elisangela Barbosa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-6307447447287541568?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/6307447447287541568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/falando-nisso.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6307447447287541568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6307447447287541568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/falando-nisso.html' title='Falando nisso...'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SXUx5crclxI/AAAAAAAAABY/2uGSJlw64Cs/s72-c/fofoqueiras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-3837778168892385255</id><published>2009-01-17T23:28:00.001-02:00</published><updated>2009-07-26T23:49:50.425-03:00</updated><title type='text'>Anotações no Avião</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que, por volta dos cinco anos de idade, talvez por se dar o início de uma estruturação mais consciente da memória, a criança atribui a alguma coisa vista uma qualquer valoração fundamental, que a impelirá, por toda a vida, a tentar nela, de alguma forma, tomar parte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conheço alguém para quem essa visão foi o vôo colorido de uma asa delta, bisbilhotado do noticiário noturno, quando os pais julgavam que dormia. Aos trinta e poucos, o menino, finalmente, se “brevetava“ para o sonho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sei de outro que teria ouvido anunciar-se a Guerra pelo rádio, na voz solene do repórter Esso. Também este, anos mais tarde, foi locutor e, mesmo depois, quando seguia, por escolha própria, outra carreira, mais segura e conveniente que a primeira, era atormentado pelo desejo recorrente de voltar a atuar no rádio, obcecado pela fatídica fulguração dos cinco anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, o objeto do meu primordial deslumbramento calhou de ser a palavra escrita.&lt;br /&gt;Primeiro cobiçava a leitura dos adultos, aquele mundo paralelo para onde fugiam, sem, no entanto, deixarem de estar presentes. De que ririam? Pelo que suspiravam, afastando, às vezes, o rosto do livro com olhar ausente? De que sofriam, se os encontrávamos imediatamente refeitos uma vez cerrado o livro? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tinha a máquina datilográfica do meu pai, em seu metralhar constante, entrecortado de precárias tréguas. (Mais tarde eu aprenderia que era, precisamente, nestes silêncios que se travavam as piores batalhas). Depois o pai retirava o papel pontilhado de tipos impressos, como o dos livros, lia-o algumas vezes, colocava-o num envelope e o enviava ao jornal. Desconfio que eram longas cartas de náufrago que lhe chegavam à superfície do jornalista nele submerso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes mesmo de aprender a escrever, desenvolvi uma relação profunda e delicada com as palavras, manuseando-as com cuidado, buscando delas o sentido arredio, a compreensão exata. Que grande efeito exerciam sobre mim! A partir da alfabetização, não havia para mim melhor presente, fosse de Natal ou aniversário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O melhor dia das férias era o das expedições organizadas por nossos pais às livrarias do centro, quando podíamos, minhas irmãs e eu, escolher os livros que bem entendêssemos. Tal era o meu fascínio pela leitura que, em certa ocasião, quando tive que passar uma semana em casa, alquebrada de febre pela caxumba, meu pai, vendo-me abatida pelo terrível tédio, trouxe-me no fim do dia um romance, intitulado “O Quarto Mágico”, que versava, justamente, sobre um menino que não podia sair da cama e descobria, a partir disso, o inesgotável passatempo da imaginação. Que susto! Então os livros podiam ser sobre nós? Ah, eu bem queria escrever um livro sobre as pessoas! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de começar o ano letivo, com a satisfação de organizar o material cheirando à novo dentro da mochila, eu me comprazia em folhear o livro-texto de Português, antecipando as lições de interpretação. Paulo Mendes Campos, Moacyr Scliar, Ruth Rocha, Rubem Braga: estavam todos ali. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali também tive meu primeiro contato com Drummond. As palavras tatuaram-se em mim, irresistivelmente, tão logo sobre elas corri os olhos extasiados: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;“De repente você resolve: fugir.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não sabe para onde nem como nem por quê&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(no fundo você sabe a razão de fugir; nasce com a gente)”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ai, a cumplicidade sussurrante de um parêntese! Eu também queria escrever entre parênteses! E por pouco não deixava as redações da escola inteirinhas entre eles, só para ter o gosto de me revelar daquela indireta maneira, toda em segredo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O feitiço estava feito: eu queria ser escritora! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois me disseram (ou eu mesma me disse) que não era bem assim. A profissão de escritora parecia por demais impalpável ante a concretude irrecusável das carreiras tradicionais: médico, engenheiro. Advogado. Esse, pelo menos, tinha mais a ver com a palavra, negociei comigo mesma, timidamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por me serem atribuídas incríveis habilidades de observação e entendimento das questões humanas - pelo menos das que tínhamos aos dezesseis anos de idade - cheguei até a cogitar estudar psicologia, mas, naquela época, não sabia direito o que faziam os psicólogos. Ouvir os outros? Quando o que eu queria mesmo era e-s-c-r-e-v-e-r os outros! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagino que mais ou menos assim ocorra com quase todo mundo: um dia, quando damos por nós, nos descobrimos morando num apartamento confortável, decorado ao nosso próprio gosto, num bairro conceituado de classe média. E isso é bom, embora não necessariamente reconheçamos a trajetória que nos trouxe até ali. Em que curva do caminho terá ficado o menino que nos trazia pela mão? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que diria de mim a menina que fui em meu disfarce de advogada? Então me ocorre que, provavelmente, não diria nada. Ou não sobre isto! Gargalharia talvez, e desataria a correr, gritando já loooonge:&lt;br /&gt;- Nem me pe-ga! Nem me pe-ga! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque isso de nos medir pelo que nos tornamos, fazemos nós, não as crianças, nem mesmo as que fomos e de quem já não nos podemos lembrar. Olhando para trás é que as ressignificamos arbitrariamente, emprestando-lhes a seriedade pretensiosa com que teimamos em lidar com tudo, tudo tendo que ter um propósito, um resultado que nos valide socialmente, economicamente, que nos torne bem sucedidos aos olhos do panóptico cravados em nós. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta tarefa que a nós mesmos incumbimos é que faz todo o caminho perder a graça. E porque estamos ocupados demais em boicotar-nos ou justificar-nos perante expectativas exógenas é que negamos à criança que nos sonhava, não a profissão, pois nem mesmo era isso que ela queria! Negamo-nos, na verdade, a fruição do próprio e gratuito brinquedo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E porque não seremos jamais flautistas, ou a primeira bailarina do Municipal, ou escultores, ou domadores de tigres, ou pilotos de avião, ou trapezistas, nem mesmo tentamos ocupar a arena, quando é certo que ninguém nos estaria olhando! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por que diabos já não nos bastam as palmas a que agradecíamos com o meneio teatral no picadeiro do nosso faz de conta? A cambalhota era um triplo mortal, toda partida de futebol era final de campeonato e nós jogávamos sempre com a garra do artilheiro para a multidão em delírio. E nem nos damos conta de que a multidão éramos nós! Éramos, na piscina do clube domingueiro, o medalhista olímpico e a explosão da nossa própria torcida. E tudo porque, no fim das contas, era o prazer do movimento, não a perfeição, que importava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E éramos, por entrega ao jogo lúdico, o que quiséssemos ser, sem obrigação de definitividade, sem o peso das “grandes” definições. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso, hoje, decidi conceder-me, já não o ambicioso ofício, mas o antigo brinquedo das palavras. E que imenso prazer me dão, ainda que se acumulem para o mero deleite decorativo do colecionador de pequenas quinquilharias afetivas e outras miudezas de estimação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-3837778168892385255?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/3837778168892385255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/anotaes-no-avio.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/3837778168892385255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/3837778168892385255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/anotaes-no-avio.html' title='Anotações no Avião'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-8590767226697671378</id><published>2009-01-16T23:53:00.001-02:00</published><updated>2009-07-30T23:45:25.760-03:00</updated><title type='text'>A visita</title><content type='html'>Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não um bairro qualquer, mas o Bairro de Fátima. O aposto não deixava dúvidas: era um bairro de mulher, em que pese a virilidade de suas escadas em ascensão, embora por estas, no mais das vezes, se descesse, pelo trote ágil de rijas coxas colegiais ou com passos desapressados, tardando moles nos degraus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os muros descascados pelas unhas dos amantes, crispadas de ciúme ou afoitas de prazer, davam à rua um ar mal-dormido e (de novo masculino) de barba por fazer. Por isso a morena alisava-lhes a textura áspera enquanto subia em direção ao prédio de poucos andares, por sestro de seduzir. Vinha falando e rindo, fazendo à amiga as devidas apresentações do cenário, do ambiente, colocando, como é de praxe nas amizades, legenda afetiva nas coisas: entravam em seus domínios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu a porta, saudando os gatos que a esperavam, roçando-lhe as pernas com o afetado desdém felino que ela, de si própria, conhecia bem. Por isso, indulgente e cúmplice, redobrava-lhes os afagos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa era pequena e maciça. Seu aconchego lembrava o de um quarto bem cuidado de menina. Aliás, reconhecia-se, ainda, por sob a mulher independente, um orgulho senhoril da menininha anfitriã. O dedo em incansável atitude indicativa, apontando os cantos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...E ali ficam os livros; aqui as fotografias..!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia em tudo a graça e o capricho de se parecer com sua dona. Mesmo as janelas, quando abertas: tão rentes às coisas, tão rente à vida! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O bairro entrava-lhe sala à dentro - este, aliás, um dos secretos méritos da anfitriã: o de ser ponte estendida entre as coisas de fora e as de dentro, para não falar, abertamente, do que é do espírito e do que é pagão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A rua interagia com a intimidade dos cômodos, integrando-os, compondo-lhes a domesticidade aliciante ao estar-se descalço, desobrigado de modos, inteiramente à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, as coisas rebelavam-se num complô anímico de ocultar-se justo quando as queria mostrar a anfitriã, só para revelaram-se depois, profeticamente enunciadas por uns versos de Drummond, pinçados a esmo da grossa antologia, por orquestrações do acaso - este grande roteirista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aparecia o retrato de uma ausência, num recorte estourado de luz contra o escuro sem remissão. Assim se dava a conhecer o outro ilustre morador da casa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conviviam, a ausência e ela, em perfeita comunhão. Por isso ela não era só. E também por isso ela ficava só, indefinidamente, rosa carmim se oferecendo e se negando ao beijo predatório do escaravelho sob o tênue escudo, a farpa cega de um acúleo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-8590767226697671378?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/8590767226697671378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/visita.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/8590767226697671378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/8590767226697671378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/visita.html' title='A visita'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-6906925666156698189</id><published>2009-01-14T22:25:00.000-02:00</published><updated>2009-01-14T22:36:16.052-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagens comentadas'/><title type='text'>Asas do Desejo - Aceitando comentários adicionais!</title><content type='html'>Nossas trocas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De: Roberta Mendes&lt;br /&gt;Enviada em: um dia desses&lt;br /&gt;Para: Elisangela Barbosa&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assunto: Senti falta da sua resenha sobre o filme do Wim Wenders&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Asas do Desejo. Eu me lembro que, da primeira vez que eu assisti, pausava longamente e ficava perplexa, pensando, meu Deus, meu Deus, alguém colocou toda essa dimensão sutil e invisível em palavras... e imagens e gestos e expressão terna ou doída de anjo se importando sem poder interferir...!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;*****************************************************&lt;br /&gt;De: Elisangela Barbosa&lt;br /&gt;Enviada em: um dia desses&lt;br /&gt;Para: Roberta Mendes&lt;br /&gt;Assunto: RES: Senti falta da sua resenha sobre o filme do Wim Wenders&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é amiga, calou fundo o filme. Assisti-lo foi uma coisa séria, sabe quando a coisa é séria, solene até, como se fosse mesmo assim que acontecesse, e por isso comentários de corredor não aconteceram. Bom...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que são as Asas do Desejo?! Tudo nesse filme é de uma sutileza tão calma e angustiada (até o momento do encontro), tudo tão intenso e contido (mesmo no momento do encontro!)! Curioso para mim foi que houve uma mudança drástica no significado que teve o nome do filme antes de eu vivê-lo e depois.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim: asas do desejo remeteu para mim ao desejo que sente um homem para uma mulher (vice versa), mas durante o filme eu me dei conta de que tudo é desejo e viajei na sensação de que todos os desejos da humanidade pareciam passar pelas asas dos anjos tornando-as um tanto quanto mais pesadas! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Roberta Mendes] Pois é justamente o motivo pelo qual achei o Cidade dos Anjos de um reducionismo ultrajante. Não é sobre o amor de um homem e de uma mulher. É sobre o Amor, com A maiúsculo. É sobre se importar com tudo que é humano. Sempre me emociono com aquela cena em que o Cassiel (o anjo que permanece anjo) tenta se aproximar do pensamento do suicida e não consegue demovê-lo do intuito de auto-destruição, de modo que, quando o homem pula, ele urra um desesperado NÃÃÃOO, tão desprovida de autoridade a palavra diante dos desígnios humanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor, a solidão, a vontade, a saudade, os desejos, as intensidades de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;each and every being&lt;/span&gt; sendo derramas e misturando-se no cosmos... nossa, quantas são as coisas que nos escapam!!! E eles ali, ouvindo e vivendo à sua maneira angelical todas as coisas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que foi aquele velhinho? Preciso vê-lo mais algumas vezes para conseguir fazer a passagem, traduzir em palavras, o que aconteceu no meu peito!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A malabarista, que linda! Que alegoria, quanta vontade, quanto desejo e quantas possibilidades... acho que eu também me apaixonei por ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os anjos, os dois, querendo tanto tanta coisa! As cenas em que de preto e branco o filme passa a colorido, tenho que confessar, me emocionaram, eu não estava esperando. Tanto assim que na primeira vez que acontece eu fiquei meio sem saber se aconteceu mesmo ou se era impressão minha...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A ingenuidade feliz do anjo caído, a busca, o encontro, cada um desses momentos renderiam trocas intermináveis de impressões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe Bob, são tantas as impressões e sensações que me perco! Precisaria vê-lo novamente... como aqueles livros que de vez em quando se consulta para lembrar de que há coisas que não se pode permitir esquecer![Roberta Mendes] porque vc acha que comprei o filme ;-)?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;p.s. agora fiquei sentimental dos pés à cabeça... :^)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************************************&lt;br /&gt;De: Elisangela Barbosa&lt;br /&gt;Enviada em: foi sim, eu lembro&lt;br /&gt;Para: Roberta Mendes&lt;br /&gt;Assunto: RES: Senti falta da sua resenha sobre o filme do Wim Wenders&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hihihi, que susto heim?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******************************************&lt;br /&gt;De: Roberta Mendes&lt;br /&gt;Enviada em: foi outro dia&lt;br /&gt;Para: Elisangela Barbosa&lt;br /&gt;Assunto: RES: Senti falta da sua resenha sobre o filme do Wim Wenders&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=) Agora, sim ;-)!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-6906925666156698189?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/6906925666156698189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/asas-do-desejo-aceitando-comentrios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6906925666156698189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/6906925666156698189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/asas-do-desejo-aceitando-comentrios.html' title='Asas do Desejo - Aceitando comentários adicionais!'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-7735663187826211166</id><published>2009-01-14T00:11:00.001-02:00</published><updated>2009-07-30T23:43:07.689-03:00</updated><title type='text'>A minha releitura do "Pertencer" de que falávamos...</title><content type='html'>Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sobre as velhas pegadas, novos caminhos.&lt;br /&gt;O viajante, ao viajar, sente-se em casa.&lt;br /&gt;O movimento é sua cadeira de balanço e&lt;br /&gt;a confluência entre a meta e a conquista,&lt;br /&gt;o tapete sobre o qual descansa seus sapatos.&lt;br /&gt;Voltar é revisitar a origem do caminho, o ponto de partida.&lt;br /&gt;Mais do que isso: convalidar a escolha de partir. Eis que,&lt;br /&gt;regressando, já não há nada atrás de si sobre o que voltar-se.&lt;br /&gt;A vida está à frente e no impulso de seus pés.&lt;br /&gt;Homem e sombra coincidem&lt;br /&gt;no marco zero da rosa dos rumos.&lt;br /&gt;O passo seguinte assume o risco de uma direção,&lt;br /&gt;dá-lhe um sentido:o homem ao passo e o passo ao homem.&lt;br /&gt;E porque tudo lhe pareça tão claro&lt;br /&gt;sobrevêm-lhe imagens de coisas encaixando-se:&lt;br /&gt;sandálias aos pés,&lt;br /&gt;chaves a fechaduras (metáfora de preencher e libertar),&lt;br /&gt;peças de um quebra-cabeça atraindo-se como ímãs,&lt;br /&gt;espelho quebrando-se ao contrário, refazendo-se,&lt;br /&gt;recompondo a integridade do que fragmentado estava.&lt;br /&gt;Aí está: o ser inteiro. Em seu tamanho real, é dizer,&lt;br /&gt;Maior do que muitas coisas, menor do que outras tantas,&lt;br /&gt;mas, sobretudo, à altura de ser a si mesmo e isso ser&lt;br /&gt;sua bravura e sua maior fragilidade.&lt;br /&gt;Pertencer pressupõe a qualidade dos fortes.&lt;br /&gt;Precisar é que não. Precisar é querer para si,&lt;br /&gt;enquanto pertencer é querer ser de outrem e aplicar-se,&lt;br /&gt;enquanto movimento, a uma outra vida.&lt;br /&gt;A mão estendida, ao precisar, suplica.&lt;br /&gt;Ao pertencer, desprende-se, oferece de si a sua palma:&lt;br /&gt;entrega-se. O sentimento de pertencer consuma-se&lt;br /&gt;com esse transbordamento mesmo, e independe&lt;br /&gt;(enquanto realidade) da recepção do outro.&lt;br /&gt;Se sinto-me tua e o digo é por fidelidade à verdade minha,&lt;br /&gt;por retidão de restituir a ti o que te pertence&lt;br /&gt;e de mim transborda. É todo teu. Eu, toda minha.&lt;br /&gt;Já não meço forças com a solidão,&lt;br /&gt;nem pretendo sobre o amor prevalecer.&lt;br /&gt;Minha força se distende. Assim, o que à força&lt;br /&gt;imóvel estava, projeta-se, ganha impulso,&lt;br /&gt;descomprime-se. Fica-me o coração, assim,&lt;br /&gt;em pulsante repouso - vivo e em paz.&lt;br /&gt;Ou antes, sereno e em paz porque pulsante e vivo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-7735663187826211166?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/7735663187826211166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/minha-releitura-do-pertencer-de-que.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/7735663187826211166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/7735663187826211166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/minha-releitura-do-pertencer-de-que.html' title='A minha releitura do &quot;Pertencer&quot; de que falávamos...'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-5266357471678464515</id><published>2009-01-13T23:30:00.000-02:00</published><updated>2009-01-14T00:10:58.609-02:00</updated><title type='text'>Suas cores me remeteram a..</title><content type='html'>O Atelier (de 03.11.97)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a música é feita de acordes e pigmentos,&lt;br /&gt;não há alma que fique em branco ao ouvi-la,&lt;br /&gt;nem há um quadro que não seja&lt;br /&gt;uma dança ou não contenha em si um ritmo.&lt;br /&gt;Canta à toa o pintor enquanto&lt;br /&gt;pinta a toada de pincéis e espátulas,&lt;br /&gt;a partitura de cores.&lt;br /&gt;Um assovio azul deixa rastros na tela,&lt;br /&gt;memória do céu impressionante:&lt;br /&gt;exclamação do artista!&lt;br /&gt;Dançam nervos ópticos&lt;br /&gt;entre serpentinas de luz&lt;br /&gt;e o coração, sapateando louco sobre as poças&lt;br /&gt;da chuva vermelha, faz respingar&lt;br /&gt;de vermelho uma silhueta&lt;br /&gt;que se insinuava amarela.&lt;br /&gt;O pintor tem, então, emoções alaranjadas&lt;br /&gt;e desfolha crisântemos lilazes&lt;br /&gt;em clara atitude crepuscular,&lt;br /&gt;sobrepondo a todos os tons&lt;br /&gt;o som roufenho de uma gaita escocesa.&lt;br /&gt;Em lágrimas de óleo, transparentes,&lt;br /&gt;eu, acrilicamente... transpareço. Que remédio?&lt;br /&gt;Eu, irremediavelmente, comovida!&lt;br /&gt;E sinto, sinto muito&lt;br /&gt;que eu nem saiba dizer o que sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Roberta Mendes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-5266357471678464515?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/5266357471678464515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/suas-cores-me-remeteram.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5266357471678464515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5266357471678464515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/suas-cores-me-remeteram.html' title='Suas cores me remeteram a..'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-1820278424481908082</id><published>2009-01-11T22:05:00.000-02:00</published><updated>2009-01-12T01:58:46.361-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagens comentadas'/><title type='text'>Reinventando o Arco-íris</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290194509837810402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SWqL4MeauuI/AAAAAAAAABI/H1_mpOIIkLw/s320/Floripa+minhas+fotos+031.jpg" border="0" /&gt;Inspirado no filme “A Massai Branca”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um lugar onde as palavras não podiam sair pela boca, pois elas lá não existiam, podiam ser ditas apenas pelos olhos, que mudavam de cor, conforme a cor do sentimento que enchia o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse lugar só as cores da natureza podiam encher os olhos (dos dois jeitos), de maneira que era preciso prestar atenção a todo o resto em volta e olhar o outro com o cuidado de quem vê se o vermelho dos olhos é como o de um pôr-do-sol: cheio de luz, alegria e esperança; ou como o de sangue, vivaz, passional, intenso, para o bem ou para o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se trilhar os caminhos, era possível ver olhos de todas as cores, amarelos de apatia ou fome; carmim de paixão ou ira; violeta de força e profundidade; azuis tranqüilos; negros enigmáticos ou ressentidos; olhos verdes de frescor; olhos dulcíssimos de mel... quando se sofria de amor ou deslumbramento os olhos ficavam cor de rosa ou laranja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto eram informantes obscenos que lá não se fitava os olhos dos outros impunemente, acreditava-se que ao fitar os olhos do outro acabavam por imiscuírem-se as almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis então que o acaso bole com a possibilidade e faz o encontro, nessa terra muda, do dia branca e da noite preto. Estes, habitando o mundo dos olhos coloridos, encontram um no outro a chance de tocarem todas as cores, visto que eram a antítese um do outro e continham neles mesmos as cores para serem todas as cores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejaram tocar-se no momento exato em que se viram e seus olhos refletiram a cor de um nos olhos do outro. Não havia palavra, não havia passado nem futuro, havia apenas todas as cores do mundo em ebulição, no caldeirão imenso do tempo que não mais passava, pois a noite e o dia não mais passavam um pelo o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tem, que se o tempo não passa não se curam as feridas, não crescem as crianças, não nascem nem morrem os amores dos homens... a alegria não sucede a tristeza e o ciclo pára. Assim o dia e a noite tinham de passar. A natureza morria num mundo sem tempo, e com ela as cores dos olhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amaram-se refletindo nos olhos todas as cores... Despediram-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desabou do céu preto uma tempestade de tristeza e saudade... em seguida irrompeu o dia branca, por entre os restos de tempestade. Nasce então, do amor entre o preto e a branca, o arco-íris!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que sentem uma saudade transparente, assim da cor do gelo, o céu, com a desculpa de uma tempestade, anoitece preto e chora muito, em seguida, com a desculpa de que “depois da tempestade sempre vem a bonança”, o dia irrompe trazendo a branca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem amor, num intervalo que nem se dá a conhecer aos homens, nasce o arco-íris, pacifica-se o mundo. O arco da promessa sim, o arco da promessa de um amor indescritível por palavra, que a despeito das impossibilidades se vê acontecendo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos os amores são singulares, mas o amor sem palavras, sem explicação ou razão de ser, é único porque tem cores que só se vêem onde não há palavras para descreve-las. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Elisangela Batista Barbosa&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-1820278424481908082?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/1820278424481908082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/reinventando-o-arco-ris-inspirado-no.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1820278424481908082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1820278424481908082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/reinventando-o-arco-ris-inspirado-no.html' title='Reinventando o Arco-íris'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SWqL4MeauuI/AAAAAAAAABI/H1_mpOIIkLw/s72-c/Floripa+minhas+fotos+031.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-5915901362545300893</id><published>2009-01-09T01:57:00.000-02:00</published><updated>2009-01-09T09:55:32.221-02:00</updated><title type='text'>Este é um texto mais antigo, mas é pelo exercício de postar ;-) :</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A verdade é que também eu não vira o homem, a princípio. Estava propositadamente distraída, conforme dita a etiqueta urbana como regra de conduta para o não-lugar em que estávamos: o metrô. E não qualquer composição do metrô, mas, mais precisamente, aquela de quase nove da manhã, repleta de pessoas com tanto mais pressa quanto maior a iminência do atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havendo muitos assentos à escolha, costumo tomar o calculista cuidado de sentar-me à janela, não, é claro, por qualquer pretensão contemplativa, já que a paisagem subterrânea de cabos e trilhos não convoca a qualquer expansão de pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me sentava, como naquele dia, à janela era apenas pelo utilitário propósito de não ser instada, seja por pudores de consciência ou pela adulação de terceiros a ceder o lugar para alguém e ter a amolação de ter que fazer o restante do percurso em pé. Pois era muito mais difícil esforçar-me por não fixar os rostos das pessoas, tendo-os assim à altura do meu, qual espelhos cegos, que se defrontam sem nada refletir. Porque é preciso não olhar o outro, sobretudo não ater-se a ele com interesse, não tentar jamais adivinhar por detrás da mímica do rosto a sensação correspondente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, as inovações tecnológicas têm tido grande e positivo impacto na otimização do teatro urbano do alheamento. São engenhosas redomas eletrônicas, que superam, com grande vantagem, o manuseio desastrado do papel-jornal. Estes (os jornais), também se modernizaram e têm, por vezes, exemplares de folhas mais curtas, e, portanto, mais funcionais à leitura em trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não infensa aos artifícios escapistas da modernidade seguia eu, sentada à janela, fones ao ouvido, olhando cegamente através dela para o fio contínuo de paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos versos da música (“tem certos dias /em que eu penso em minha gente”), reagi instintivamente, olhando para dentro do vagão. Primeiro indistintamente, para a massa uniforme:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)“E sinto assim todo meu peito se apertar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugestionada, aguçaram-se-me os olhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...)Porque pareceQue acontece de repenteComo um desejo de eu viverSem me notar&lt;br /&gt;(...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E verso a verso, esculpiu-se diante dos meus olhos um rosto. O rosto enrugado e tímido do homem, encimado por um cabelo muito branco, de tal forma branco que era impossível adivinhar-lhe a antiga cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Equilibrava-se com dificuldade, na disputa silenciosa e desigual por um minguado palmo do mastro central, em que se apoiar. Ninguém lhe cedia espaço. Ninguém o via.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gravação soava no vagão: “Os assentos de cor laranja são preferenciais para idosos, gestantes e pessoas com crian(...)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jovem levantou-se determinado do assento preferencial (pensei que lhe cedia o lugar), no que foi imediatamente substituído por uma gorda senhora que se atirou pesadamente, ocupando o espaço com hostilidade canina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Equivaliam-se em estatura, quase, o senhor e o estudante que se levantara, agora à sua frente, de mandíbulas insolentes a mascar chiclete, mas, curiosamente, o jovem, olhava-o, como que por sobre o ombro, por sobre (me ocorreu) a existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque nada pedisse o senhor, tanto mais me crescia a urgência de lhe ceder o meu lugar. No entanto, como ceder a ele, a ele, especificamente, o meu lugar, se estávamos à boa distância e os circundantes espreitavam com rapina ferocidade o mínimo movimento nos assentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz menção de erguer-me, o vizinho já encolhia de má vontade as pernas, liberando-me a passagem, mas o velhinho se encaminhou à porta do vagão, parece que menos por ter efetivamente chegado a seu destino do que por dócil obediência ao movimento da multidão, que se derrama, a cada manhã, sobre a plataforma da estação Carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a sentar-me, desalentada, privada de ter de mim ao menos o orgulho besta de uma minúscula boa ação, e virei o rosto em direção à plataforma, afastando-me, com isso, o mais que podia da cena. E do pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que ali, aguardando o trem no sentido Zona Sul, um pai, puxando uma garotinha pela mão, ensinava-lhe, por brinquedo, sem saudade ou despedida, um aceno de adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tanto alegoricamente, a composição em que eu estava partia, indiferente. Sem saudade ou despedida. Sem despedida ou saudade, partia, como é destino de tudo que corre nas veias escuras da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Próxima estação: Uruguaiana&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Roberta Mendes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-5915901362545300893?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/5915901362545300893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/verdade-que-tambm-eu-no-vira-o-homem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5915901362545300893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5915901362545300893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/verdade-que-tambm-eu-no-vira-o-homem.html' title='Este é um texto mais antigo, mas é pelo exercício de postar ;-) :'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-4714832908776065828</id><published>2009-01-07T21:19:00.001-02:00</published><updated>2009-07-30T23:49:38.198-03:00</updated><title type='text'>A Lucidez Amarela</title><content type='html'>Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não tenho suficiente conhecimento de botânica para afirmar, se o fato de uma folha tornar-se amarelada significa, necessariamente, que esteja seca, a caminho, portanto, de desprender-se. Será, possivelmente, o caso nesse gênero de árvore, enquadrado por este ângulo particular da janela, em que a copa verdejante se faz pintar, aqui e ali, com salpicos amarelo-alaranjados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes “spots”, justamente, é que chamam a atenção, pela descontinuidade do verde que representam. São poucas e esparsas folhas, cercadas pelo verde isolamento. Sequer têm o conforto de serem amarelas entre suas iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois quero crer que essas folhas &lt;strong&gt;ousam&lt;/strong&gt; o louro que têm e não apenas que aquiescem a ele por inexorável decurso das estações: são amarelas contra uma lógica verde dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja a elas reconhecido o mérito da diferenciação, eis que romperam com o mimetismo dócil à harmonia totalizante. E não é fácil expor-se assim, em cor berrante e cítrica de coisa toda em destaque. Não é fácil &lt;strong&gt;ser&lt;/strong&gt; em evidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que duvide de que o processo até o fulvo desfecho seja, de fato, desgastante, tampouco seria incorreto supor que o amarelo em tão convicta vibração seja o último arroubo de uma grande força vital, extenuando-se, mas é que das folhas, assim de vê-las, ficou-me a impressão mais da atitude que do cansaço. Pouco importa o tempo que dure a dourada glória, se estão secas, se devem, em breve, desprender-se. Também, o que hão de temer ante ao outonal destino, se tiveram, em vida, a transgressora bravura para a autenticidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-4714832908776065828?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/4714832908776065828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/lucidez-amarela.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/4714832908776065828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/4714832908776065828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/lucidez-amarela.html' title='A Lucidez Amarela'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-4013197245881834353</id><published>2009-01-01T22:59:00.000-02:00</published><updated>2009-01-01T23:06:57.414-02:00</updated><title type='text'>Na manhã do dia Seguinte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tudo era calmo e o mundo parecia bem ter chegado a um tempo e lugar onde a vida seguia tranqüila seu fluxo de natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira que as pessoas espalhavam-se estrategicamente pelos cantos da praça onde uma sombra amiga as protegia e acalentava, enquanto as crianças, que ainda não são pessoas, mas anjinhos barulhentos, brincavam com seus brinquedos de natal e tinham os cabelos desgrenhados ao vento – estavam libertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até os carros, em sua maioria, fizeram o favor de ausentarem-se do circuito. Pairava um silêncio estranho (por não ser usual) que dava a sensação de os pensamentos estarem sendo pensados em volume alto, falavam conosco mais alto que de costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã do dia seguinte, hoje, o ar parecia mais limpo, o dia parecia condescendente para com os homens que já não disfarçavam seu cansaço, sua ansiedade e sua esperança doída de que o ano que começa seja melhor que o que termina, a despeito de eles não terem a menor idéia de como contribuir para tanto. Hoje tudo fazia lembrar de que este é o primeiro dia de um ano novo que já chegou, tornando os prazos apertados, as atitudes urgentes, as decisões prementes, as mudanças obscenas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida pulsava irremediavelmente no seu ritmo e todos pareciam resignados apenas, e eu tive então de questionar: é isso? É só isso que se me apresenta no dia de tua inauguração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que tomei por resposta a cena que se passou diante dos olhos de quem quisesse ver, como a descrevo em seguida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram dois, regulando seus 17 anos caminhavam de mãos dadas, ambos de porte atlético e tez morena. Seguiam como que carregando o astro rei na barriga e todas as paixões no peito, com bem pouca roupa cobrindo o corpo. Sérios, sentindo-se já homem e mulher, feitos à imagem e semelhança um do outro, de modo que eram cúmplices, talvez por isso não sorrissem... Chamou-me a atenção sua seriedade, nenhum sorriso, apenas um caminhar, que de tão unido fazia-os parecer um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando de repente, muda, ela lhe lança o desafio e (finalmente!!!) um sorriso! Com um meneio de cabeça aponta uma das escadarias de Santa Teresa e dispara numa carreira que me tirou o fôlego! Antes que a negativa dele pudesse ser notada ela já alcançava larga vantagem na distância, fazia-se necessário alcança-la e por isso ele também dispara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase a alcança e nesse quase ela solta um gritinho como o fazem as meninas arrebatadas de alegria e excitação, arrancando dele mais energia ainda para alcança-la de vez... ao chegarem ao topo ele lhe agarra a cintura e ambos se entregam às gargalhadas que lhes agita o corpo vivo... eles estavam vivos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entendi, estavam vivos, esteja viva, mantenha viva... ok, acho que posso fazer isso!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Elisangela Barbosa&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-4013197245881834353?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/4013197245881834353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/na-manh-do-dia-seguinte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/4013197245881834353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/4013197245881834353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/na-manh-do-dia-seguinte.html' title='Na manhã do dia Seguinte'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-1490979252047597236</id><published>2009-01-01T21:51:00.000-02:00</published><updated>2009-01-01T21:56:29.076-02:00</updated><title type='text'>Ainda sobre o Reveillon:</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Estava lendo desprentensiosamente a versão digital do jornal, para ver como havia ficado gravado na memória coletiva os festejados fogos de Copacabana, já que, ao presenciá-los, gravei-os sob o prisma parcialíssimo das minhas próprias impressões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ali algumas informações preciosas para uma reconstituição mais precisa do macro-cenário da realidade. Por exemplo, que três pessoas foram atingidas por balas perdidas. E estas, certamente, não experimentaram a sensação de civilidade que a festa me proporcionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a queima de fogos em Copacabana me emociona. Talvez porque eu nada espere dela, ao contrário do leitor que deixou no jornal seu depoimento, dizendo-se muito decepcionado com os fogos, por causa da fumaça que a alta nebulosidade provocou (e, me pergunto, que culpa tem a cidade ou os organizadores disso?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a quarta vez que a assisto e, em todas as vezes, impressionou-me a multidão que desce em ordeira e fraternal euforia, formando uma procissão espontânea de branco em direção à praia. São famílias, com avós acompanhando netos pequenos; grupos de amigos; casais antigos ou em formação, todos seguem conversando ou rindo e levando seus próprios apetrechos para a festa, que podem ser desde cadeiras de praia, a taças de plástico, braçadas de flores ou mesmo estranhas e kitsch alegorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando-se à Atlântica, encontra-se sempre a faixa de areia já tomada pela multidão. As varandas dos prédios coalhadas de silhuetas enfileiradas na contraluz. E, por um momento, todos esperam a mesma e única coisa. Parece-me um modesto triunfo da fraternidade que dois milhões de pessoas, em plena cidade do Rio de Janeiro, difamada mundialmente por sua latente violência, consigam justapor-se em um espaço tão limitado com razoável civilidade, motivo pelo qual parece-me de uma relativa irrelevância o número das ocorrências registradas pelas estatísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é tanto a longa exibição pirotécnica que me mobiliza, mas os excertos das cenas circundantes que o olhar captura, sobretudo aquelas que revelam pequenas ilhas de cumplicidade e afeto em meio à turba amorfa, como a do turista gay, girando em torno do namorado com a câmera na mão, filmando-o em vertiginosa ciranda de risos contra o céu colorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De alguns prédios, caíram balões brancos. Deixei-me arrebatar pela brincadeira e me pus a correr atrás da cauda de barbante para puxar um para mim. Satisfeita com meu recém conquistado brinquedo, agitei-o para o alto, encolhendo e distendendo o barbante, ioiô ao contrário, deliciando-me com seu flutuante balé. Foi então que senti a mão do menininho puxar-me a barra da saia, o olhar suplicante de incontido desejo para o meu balão. Pediu-me sem rodeios: me dá esse balão, tia? Ah, se eu pudesse daria era um abraço, pensei, já irreversivelmente sentimental e estendi o balão ao menino, profundamente grata por ter despertado em mim essa gratuita generosidade maternal de que sou, às vezes, capaz. Vi-o afastar-se com as mãozinhas inábeis, tentando sustentar com sofreguidão o balãozinho branco no ar, um tanto frustrado com a precariedade de seu vôo. E me dei conta, com um laivo de melancolia, de que não era o brinquedo que desejara, mas a brincadeira. De fato, havia no momento em que me interpelara o menininho uma grande quantidade de balões no chão. O meu interessara-o em particular pelo movimento gracioso da brincadeira que eu lhe imprimira. Mas como dizer-lhe: "ah, menino, é preciso saber inventar as coisas a partir delas mesmas, transcendê-las, animá-las com nosso sopro criador"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselho, aliás, que igualmente serviria ao tal leitor decepcionado com os fogos de Copacabana...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;- Roberta Mendes&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-1490979252047597236?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/1490979252047597236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/ainda-sobre-o-reveillon.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1490979252047597236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1490979252047597236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/ainda-sobre-o-reveillon.html' title='Ainda sobre o Reveillon:'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-5710457610796716154</id><published>2009-01-01T10:14:00.003-02:00</published><updated>2009-07-26T23:36:25.577-03:00</updated><title type='text'>"Preciso não dormir / Até se consumar..."</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que esse raro silêncio em Copacabana do dia 1º de janeiro me tira o sono, acostumado que é a ser embalado pelo tráfego contínuo e ruidoso da Pompeu Loureiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse silêncio (dentro das possibilidades urbanas da palavra), que me manteve acordada até às quatro da manhã, tirou-me da cama bem cedo, por volta das nove horas, quando, aliás, se fez mais intenso: Copacabana dorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por uma antiga vocação de vigília, fico alerta. Ou, mais precisamente: viva. Pois não se trata da insônia inquieta dos presságios, dessas em que se luta para dormir em vão. Aliás, acabo de ouvir canto de pássaros! Ao que senti, instantaneamente, suavizar-se-me a expressão do rosto, em um sorriso de enternecimento. Pois é precisamente isto que me mantém acordada: o senso de ter a oportunidade irrecusável de experimentar os pequenos e improváveis encantos de uma cena tão pouco usual. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fico, portanto, voluntariamente acesa. Prazerosamente acesa. Por avidez de não desperdiçar a experiência do silêncio e dos outros sons que ele revela. Por puro deleite de não desperdiçar a travessura de estar viva enquanto os outros dormem. Pelo voyeurismo tal como o de fitar a quem se ama em seu sono saciado de depois do gozo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desprevenida de mim, tomo a cidade de assalto. Saqueio a sua beleza de ruas vazias, desfrutando assim, pelos olhos e com os ouvidos, a trégua instável de seu incessante movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, a cidade, sentindo-se observada, ameaça acordar e faz um movimento brusco com um caminhão ao longe, como a afugentar instintivamente a presença que lhe espreita. Então suspendo a respiração e me encolho, retesada e muito quieta, escondendo-me do ângulo largo da janela. Refeito o silêncio, relaxo os músculos, aliviados de seu súbito disfarce de imobilidade: ainda dorme. E, enquanto dorme, é minha! É toda de mim, que a experimento, com a tirania de cinco apurados sentidos, plenos de vê-la, ouvi-la, respirá-la. E de tatear nela a textura íntima, imaterial do encanto com a polpa dos dedos  (sorrateiros) que a digitam.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-5710457610796716154?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/5710457610796716154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/preciso-no-dormir-at-se-consumar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5710457610796716154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5710457610796716154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2009/01/preciso-no-dormir-at-se-consumar.html' title='&quot;Preciso não dormir / Até se consumar...&quot;'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-7752497079741735477</id><published>2008-12-31T11:45:00.000-02:00</published><updated>2008-12-31T11:58:48.285-02:00</updated><title type='text'>Aparição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como podes ser tão exata com as palavras? Como se atreve a ser assim, tão Trave...ssa?! Me fez rir de monte, sinto-me descoberta e disfarçada, simultaneamente.... quase que um jogo de luzes onde dá para brincar de mostre-esconde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, parece com sua maneira de se deixar conhecer (aqui), e de se conhecer a sim mesma, até através do olhar factual de uma máquina destituída de espírito, digital, parece ser assim...entre brechas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto procede essa imagem que foi desse jeito que me escapuliu a descrição de como você surgiria: “ainda não deu as caras pelas frestas das palavras contidas em seus textos, que de tão seus me deixam sem adjetivos pertinentes...”, lembra? ;O)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SVt4dAUNG7I/AAAAAAAAAAc/UOP-eHHc1rU/s1600-h/penetracao+menor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285951027345693618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SVt4dAUNG7I/AAAAAAAAAAc/UOP-eHHc1rU/s320/penetracao+menor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Brechas, parênteses, frestas, portas entreabertas, furos nas paredes, cortinas esfumaçadas, céu com nuvens que passam, paisagem pela janela do trem em movimento... todas imagens que escorrem por trás dos meus olhos numa seqüência que faz sorrir! O pique preferido da minha infância era o pique-esconde, muito divertido! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito da fotografia que tiraste, é bela, e mais reveladora do que pode parecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisangela Barbosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-7752497079741735477?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/7752497079741735477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/apario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/7752497079741735477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/7752497079741735477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/apario.html' title='Aparição'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SVt4dAUNG7I/AAAAAAAAAAc/UOP-eHHc1rU/s72-c/penetracao+menor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-5144027951037131759</id><published>2008-12-30T23:54:00.000-02:00</published><updated>2008-12-31T17:19:19.966-02:00</updated><title type='text'>E a propósito de artifícios...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não, eu não estou infensa ao "inferno astral" coletivo do fim do ano. Afinal, é a data estipulada para o, digamos assim, aniversário do mundo, pelo menos do mundo ocidental, que adota o calendário cristão, tal como o conhecemos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim é que, em breve, nascerá 2009, como todo ano novo, parido, em algazarra de fogos, impreterivelmente à meia noite do dia 1º de janeiro, o que lhe torna, (constato), incorrigivelmente capricorniano – que é signo de elemento terra, regido, por vocação à metáfora, por Saturno – o deus do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, deve ser mesmo isso: nessa época do ano somos acometidos, universalmente, pela decantada melancolia saturnina, o que nos torna mais reticentes, mais introspectivos, mais propensos à reflexão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O sintoma mais recorrente dessa melancolia de fim de ano são as famigeradas listas de intenções para o ano seguinte, em que, não raro, constam, ao lado de prosaicos afazeres, projetos acalentados em segredo (ou não) por uma vida inteira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, de repente, tudo o que não conseguimos fazer até então, ao longo da soma inexata e personalíssima dos anos de toda uma vida, queremos realizar em doze corridos meses do (inalcançável, pois sempre por chegar) ano &lt;strong&gt;que vem&lt;/strong&gt;. É o curso de percussão ou de eneagrama, o mestrado em contratos ou a especialização em produção cultural, a aula de yoga, de dança de salão, ou quem sabe até de capoeira! Para uns, o casamento. Para outros, o primeiro filho. Ou a decisão de um segundo filho. Ou mesmo o filho que nem se esperava chegar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema é, possivelmente, que esperamos do ano que vem o que não poderíamos esperar senão de nós mesmos, pois realizações pressupõem atitudes, que pressupõem escolhas, que, por sua vez, pressupõem renúncias, que pressupõem disciplina, que pressupõe FOCO. Esperamos que o ano eleja nossos prazeres por nós, nossos parceiros por nós, às vezes até nossa profissão por nós, que o ano nos indique, como se a ele coubesse, o caminho, à moda dos lances de dados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...E nem mesmo nos damos conta de que esse gênero de aposta tem a agourenta alcunha de jogos de &lt;strong&gt;azar&lt;/strong&gt;... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por um ano em que nossas conquistas fiquem menos a cargo do acaso - o meu brinde! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Roberta Mendes&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;O TEMPO DENTRO DO ESPELHO&lt;br /&gt;Por Thiago de Mello&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O tempo não existe, meu amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O tempo é nada mais que uma invenção&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de quem tem medo de ficar eterno.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;De quem não sabe que nada se acaba,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;que tudo o que se vive permanece&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;cinza de amor ardendo na memória. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O tempo passa? Ai, quem me dera! O tempo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;fica dentro de mim, cantando fica&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ou me queimando, &lt;strong&gt;mas sou eu quem canto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;eu que me queimo, o tempo nada faz&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;sem mim&lt;/strong&gt; que lhe permito a minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;De mim depende, sou sua matéria,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;esterco e flor do chão da minha mente,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;o tempo é o meu pecado original." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-5144027951037131759?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/5144027951037131759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/e-propsito-de-artifcios.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5144027951037131759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/5144027951037131759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/e-propsito-de-artifcios.html' title='E a propósito de artifícios...'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-3888349705748648477</id><published>2008-12-30T23:40:00.001-02:00</published><updated>2008-12-30T23:54:35.896-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SVrPhl1NyvI/AAAAAAAAAAU/OqrQtMxdk1k/s1600-h/Carnaval+2007+-+Penedo+110.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285765288670644978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SVrPhl1NyvI/AAAAAAAAAAU/OqrQtMxdk1k/s320/Carnaval+2007+-+Penedo+110.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ah, deste mesmo! As caras e a cara fotogênica e fotografada, o sorriso instantâneo com que recebes os amigos enquanto prazeres, ou os prazerezinhos amigos da Travess..I..a ;-)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já eu continuo sob a burka das palavras ;-), dando-me a conhecer por meio de brechas, aos fragmentos. E de que outra maneira, se de mim mesma é desse modo que tomo conhecimento? Também pudera! Certa vez, tentei tirar um auto-retrato digital e saíu-me isto :-)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-3888349705748648477?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/3888349705748648477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/ah-deste-mesmo-as-caras-e-cara.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/3888349705748648477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/3888349705748648477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/ah-deste-mesmo-as-caras-e-cara.html' title=''/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/SVrPhl1NyvI/AAAAAAAAAAU/OqrQtMxdk1k/s72-c/Carnaval+2007+-+Penedo+110.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-1443905738453009914</id><published>2008-12-30T23:15:00.000-02:00</published><updated>2008-12-30T23:19:00.247-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que as pessoas,&lt;br /&gt;para serem belas,&lt;br /&gt;lançam mão de artifícios&lt;br /&gt;que não são delas?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heim, heim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisangela Barbosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s Dei as caras amiga!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-1443905738453009914?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/1443905738453009914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/quiz-por-que-as-pessoas-para-serem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1443905738453009914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1443905738453009914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/quiz-por-que-as-pessoas-para-serem.html' title=''/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-284615435799946260</id><published>2008-12-27T13:36:00.000-02:00</published><updated>2008-12-27T14:30:39.414-02:00</updated><title type='text'>A propósito na companhia...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"(...) Durante as viagens, precisamos de companhia. E no curso da vida, de amizades (...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;do livro A Dançarina de Izu de Yasunari Kawabata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, mas se essa vida nada mais é que uma viagem onde navegar parece ser mais preciso que viver, propriamente... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, nas viagens e na vida o outro nos acompanha e nos reflete. Tê-la é imprescindível!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elisangela Barbosa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-284615435799946260?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/284615435799946260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/284615435799946260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/284615435799946260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/blog-post.html' title='A propósito na companhia...'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-8173686689682398219</id><published>2008-12-26T09:34:00.000-02:00</published><updated>2008-12-26T10:00:50.691-02:00</updated><title type='text'>A estréia</title><content type='html'>Eu e os meus pudores de estrear :-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo passo inaugural para mim primeiro custa uma certa hesitação. Quem vê de fora terá mesmo a impressão de que recuo. E se o faço, é por um velho cacoete de infância de pegar impulso antes de um salto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, antes de eu participar do blog, era preciso que o blog participasse de mim, que ele fosse crescendo em mim enquanto canal para o tranbordamento das palavras represadas na gaveta, era preciso que se estabelecesse a interlocução, que o pensamento tivesse não apenas a compulsiva vontade de dizer-se, mas de se dizer para ele (o Blog - e lá vou eu personificando as coisas...:-)) ou através dele para quem quer que seja.  E aconteceu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, acontece que há já cerca de quatro dias que eu lembro do Blog com a urgência de quem quer ligar para um amigo e contar-lhe as novidades. Ou não lhe contar nada específico, que é a verdadeira urgência de comunicar-se. De comunicar-se, simplesmente. De conectar-se com o outro de quem se gosta e desfrutar também de ser o que se gosta em si mesmo em face do outro, alimentando com isso o ciclo virtuoso de doar-se e receber dessa prazerosa via de mão dupla que é a troca. E é assim de mãos dadas, tua palavra e a minha, que seguiremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos, amiga, e obrigada pelo espaço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberta Mendes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-8173686689682398219?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/8173686689682398219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/estria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/8173686689682398219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/8173686689682398219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/estria.html' title='A estréia'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-8048696760937203455</id><published>2008-12-24T20:14:00.000-02:00</published><updated>2008-12-26T21:40:41.771-02:00</updated><title type='text'>Chega mais!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Perguntaram-me, a respeito deste blog se, para dua pessoas dividirem um espaço assim, escrevendo, não seria o caso ser estabelecido este como um espaço temático?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Mas vai ser sobre o que?" &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;"Sei lá?!"&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Sobre o que a gente quiser, não precisa tema, é só para podermos escrever o que quisermos! ("que idéia!" pensei.)&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este blog está apenas começando e como tudo no começo, vai devagar, bem de manso, suave, acomodando quem se achega. Minha amiga querida, com quem divido este espaço, a serviço de legitimar e multiplicar (dividindo com todos) trocas que vêm já se dando de maneira prazerosa, inteligente, acurada e confortante, ainda não deu as caras pelas frestas das palavras contidas em seus textos, que de tão seus me deixam sem adjetivos pertinentes... mas calma, ela está se deixando preparar no caldo &lt;em&gt;gestacional&lt;/em&gt;, logo, logo vai ter que respirar e o lugar, ainda bem, é esse!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elisangela Barbosa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-8048696760937203455?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/8048696760937203455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/este-blog-est-apenas-comeando-e-como.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/8048696760937203455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/8048696760937203455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/este-blog-est-apenas-comeando-e-como.html' title='Chega mais!'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2896831334517115480.post-1821364792104317455</id><published>2008-12-21T19:08:00.001-02:00</published><updated>2009-07-26T23:33:53.902-03:00</updated><title type='text'>Amigas...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pronto amiga, tá pronto… agora é só a gente começar com a brincadeira, e para esquentar sugiro um pique-pega!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comigo não ta!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tá contigo!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elisangela Barbosa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2896831334517115480-1821364792104317455?l=paraeuparardemedoer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/feeds/1821364792104317455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/amigas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1821364792104317455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2896831334517115480/posts/default/1821364792104317455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paraeuparardemedoer.blogspot.com/2008/12/amigas.html' title='Amigas...'/><author><name>para eu parar de me doer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17170532250972159485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_h8bUxX1PdmU/Sm0ZqmLEoWI/AAAAAAAAAEE/HjbkIh7qVGg/S220/manet11250320.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
